Impressora 3D usada por criminosos para fabricar armas no Rio
Impressora 3D para armas apreendida no Rio

Criminosos utilizavam uma impressora 3D para produzir partes de pistolas e fuzis em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O equipamento foi apreendido nesta sexta-feira (26) durante uma operação da Polícia Civil que visava desarticular um esquema de fornecimento de munição para traficantes e milicianos.

Funcionamento do esquema

Segundo os investigadores, a impressora 3D era capaz de construir protótipos de pistolas em plástico, que depois eram revestidos com peças de ferro importadas, resultando em armamentos funcionais. A tecnologia permitia que os criminosos fabricassem armas de fogo de forma artesanal, mas com potencial letal.

Apreensões e prisões

Na casa de Paulo Matos de Oliveira, um traficante internacional de munições e armas, foram apreendidos dois fuzis calibre .556, duas granadas e diversas munições. Paulo foi preso junto com sua mulher, Letícia Gonçalves Rodrigues. As investigações revelaram que Paulo utilizava documentos falsificados de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) para realizar compras em uma empresa especializada em Santa Catarina e diretamente com uma fabricante de materiais bélicos.

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O grupo adquiriu ilegalmente mais de 10 mil projéteis de fuzil e de pistola em poucos meses, incluindo balas de fuzil calibre 5,56 mm e de pistola calibre 9 mm, além de carregadores. Segundo a Polícia Civil, Paulo atuava tanto para a milícia quanto para traficantes de drogas, que disputam o controle de Rio das Pedras há semanas.

Operação Desarme

Além de Paulo e Letícia, outros dois homens foram presos e um menor foi apreendido. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Rio das Pedras. De acordo com a Polícia Civil, a operação tem como objetivo interromper o fluxo ilegal de produtos controlados e identificar outros integrantes do esquema.

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