A Prefeitura de Itapeva (SP) e a Polícia Civil estão investigando a morte de um homem de 60 anos que foi agredido por agentes da Guarda Civil Municipal dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na noite de segunda-feira (15). De acordo com a administração municipal, a Polícia Militar acompanhava o homem na rua, que apresentava agitação e confusão mental. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, realizou uma avaliação inicial e encaminhou o paciente à UPA para atendimento médico.
Ao dar entrada na unidade, durante os procedimentos de triagem, houve um conflito entre o homem e os profissionais de enfermagem. Por conta disso, foi necessário o acionamento da Guarda Civil. Ainda conforme a prefeitura, o paciente foi contido pelos guardas e teriam ocorrido possíveis agressões.
A administração pública informou que o quadro clínico do homem se agravou após o momento de discussão. Ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Depois de ser estabilizado pela equipe médica, o paciente foi transferido para a Santa Casa de Itapeva, onde ficou internado, mas não resistiu e morreu.
O Executivo também apontou que foi instaurado um inquérito policial para apurar as causas e circunstâncias que antecederam a morte do paciente. “Assim que a Administração Municipal tomou conhecimento dos fatos, determinou o imediato encaminhamento do caso à Polícia Civil para a adoção das medidas cabíveis”, acrescentou em nota.
Conforme apuração da TV TEM, o caso foi registrado na Delegacia Seccional de Itapeva. Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento do homem.
Investigação em andamento
A Polícia Civil de Itapeva está conduzindo as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte. A prefeitura informou que está colaborando com as autoridades e que medidas administrativas internas também estão sendo tomadas. A Guarda Civil Municipal não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Repercussão
O caso gerou comoção na cidade de Itapeva, que fica no interior de São Paulo. Moradores e familiares da vítima aguardam os resultados da investigação. A Santa Casa de Itapeva, para onde o homem foi transferido, também não divulgou detalhes sobre o atendimento prestado.
A morte do homem de 60 anos levanta questionamentos sobre a atuação da Guarda Civil Municipal em situações de conflito dentro de unidades de saúde. A prefeitura reforçou que está apurando os fatos e que não compactua com qualquer tipo de violência.



