Helicópteros envolvidos em acidente no Rio estavam sob investigação da Anac
Os dois helicópteros que se envolveram em uma colisão aérea no Rio de Janeiro, deixando seis mortos, já eram alvo de investigação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por suspeita de transporte clandestino. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) e revela que as aeronaves operavam com autorização apenas para voos privados, mas apresentavam indícios de irregularidades.
A aeronave de prefixo PP-MAC foi multada pela Anac por não apresentar documentos contábeis obrigatórios. Já o helicóptero PR-DJJ estava sendo monitorado pela agência devido ao movimento suspeito no Heliponto da Lagoa, um dos pontos de maior movimento de aeronaves na cidade. Ambas as aeronaves possuíam registro para voos particulares, mas a Anac suspeitava que estivessem sendo usadas para transporte remunerado sem autorização.
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as investigações iniciais descartam a hipótese de que as aeronaves estivessem atuando como táxi aéreo no momento do acidente. No entanto, a apuração sobre as causas da colisão está a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que já iniciou os trabalhos de campo.
O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira (15), quando os dois helicópteros colidiram em uma região de grande fluxo aéreo na zona sul do Rio. As vítimas foram identificadas e os corpos encaminhados ao Instituto Médico Legal. Familiares e amigos prestam homenagens nas redes sociais.
A Anac informou que as investigações sobre o transporte clandestino continuam e que novas medidas podem ser tomadas contra os responsáveis. A agência reforça a importância de que todos os voos comerciais sejam devidamente autorizados, para garantir a segurança dos passageiros e da população.



