A Polícia Civil de Aguaí (SP) concluiu na quinta-feira (2) a fase final da Operação Ouro Negro, que investigou o furto de uma carga de café avaliada em R$ 1,5 milhão ocorrido em dezembro de 2025. Sete pessoas foram presas temporariamente, todas com ligação direta ao crime.
Ex-funcionários e logística do furto
Segundo a polícia, parte dos suspeitos é formada por ex-funcionários da empresa vítima, que teriam facilitado o acesso à carga. Os demais são apontados como responsáveis pelo transporte e pela venda do café furtado. A investigação mostrou que todo o produto foi comercializado após o crime, confirmando o prejuízo total da empresa.
Mandados e apreensões
Além das prisões, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em cidades do interior e do litoral paulista: Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Mogi Guaçu e Aguaí. O objetivo foi desarticular a quadrilha responsável por furtos de carga na região.
Investigação e inteligência policial
O trabalho foi conduzido pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) ao longo de meses, com uso de inteligência policial, monitoramento e cruzamento de dados para identificar a estrutura do grupo e o papel de cada integrante. Na operação, foram apreendidos celulares e outros objetos que passarão por perícia. De acordo com a Polícia Civil, o material reforça as provas já coletadas e pode apontar o envolvimento dos suspeitos em outros crimes.
Detalhes do crime
O furto aconteceu em dezembro de 2025, nas dependências de uma empresa. A quadrilha usou um caminhão caracterizado para se passar por veículo da própria empresa e, assim, conseguir acesso ao local. Após o registro da ocorrência, o SIG iniciou as apurações e, em janeiro deste ano, prendeu um dos envolvidos em Jaú (SP), com apoio do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da Polícia Militar. Em abril, um segundo suspeito também foi preso. Durante a investigação, os policiais realizaram cruzamento de dados, monitoramento de suspeitos e análise de informações estratégicas, o que permitiu identificar a logística utilizada pela quadrilha.
Próximos passos
Embora a fase de campo tenha sido encerrada, a investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e apurar se o grupo atuava em mais furtos de carga na região.



