Após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem cordas em um salto de rope jump no dia 13 de julho em Limeira (SP), forças de segurança do Estado de São Paulo realizaram no sábado (27) uma força-tarefa de fiscalização em locais usados para saltos em altura. A ação ocorreu em 11 pontos mapeados pelo governo estadual, com participação de policiais militares e agentes do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).
Locais vistoriados
Os pontos fiscalizados incluem: Pedreira do Dib, em Mairiporã; Viaduto Sumaré, em São Paulo; Parque Caminhos do Mar, em Cubatão; Caminho dos Pilões, em Cubatão; Pedra do Maluf, em Guarujá; Parques e Rio Jacaré Pepira, em Brotas; Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí; Horto Florestal, Tarundu e Zoom Bike Park, em Campos do Jordão; Pedra Grande, em Atibaia; Pedra do Índio, em Botucatu; e Cachoeira Can Can, em Ibaté.
Motivação da força-tarefa
A medida foi definida após uma reunião emergencial no dia 16 entre representantes da Defesa Civil e secretarias estaduais de Turismo, Esportes e Segurança Pública, motivada pela morte de Maria Eduarda. Segundo o governo estadual, o objetivo é orientar praticantes sobre medidas de segurança, vistoriar equipamentos e fiscalizar as empresas responsáveis pelas atividades esportivas. O rope jump atualmente não é regulamentado no país, mas estuda-se a criação de mecanismos de controle, incluindo identificação e fiscalização das empresas e mapeamento das áreas com maior incidência de acidentes.
Indiciamentos no caso
A Polícia Civil concluiu no dia 22 o primeiro inquérito sobre o caso, indiciando por homicídio com dolo eventual os três instrutores presos logo após a morte: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Um segundo inquérito investiga a conduta de outros três presos no último fim de semana: João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, Evelyne dos Santos Gonçalves e Gabriel Barros Martins.
Detalhes da tragédia
Imagens de um novo ângulo mostram o momento em que Maria Eduarda é lançada de uma altura de cerca de 40 metros da Ponte do Esqueleto, em Limeira, sem o uso de cordas de segurança. Poucos segundos após o arremesso, a reação dos presentes muda. No vídeo, ouve-se alguém dizer: "Gente, a corda!" enquanto outras vozes mencionam o equipamento de segurança. Um homem chega a questionar: "Como assim, a corda arrebentou?". O rope jump utiliza cordas estáticas, sem elasticidade, gerando um movimento de pêndulo, diferente do bungee jump, que usa corda elástica.



