Um falso médico foi preso na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, sob a acusação de realizar abortos clandestinos que resultaram na morte de uma mulher e em lesões graves em outra vítima. O suspeito, que não possuía formação em Medicina, operava em condições precárias, utilizando até mesmo papel toalha como material cirúrgico.
Detalhes da operação
A prisão foi realizada pela 14ª Delegacia de Polícia (DP), que investigava o caso. Durante a operação, os agentes apreenderam diversos materiais ilegais, além de munição encontrada na residência do suspeito. Segundo as investigações, o falso médico anunciava seus serviços em redes sociais e cobrava valores elevados pelos procedimentos, que eram realizados em um imóvel alugado na Barra da Tijuca.
Vítimas e consequências
Uma das vítimas, uma mulher jovem, morreu após o procedimento clandestino. Outra paciente sofreu lesões graves e precisou ser hospitalizada. A polícia acredita que outras mulheres possam ter sido vítimas do mesmo criminoso. O caso gerou comoção e alerta sobre os riscos dos abortos ilegais realizados por pessoas sem qualificação.
Investigação e provas
A 14ª DP coletou provas que incluem mensagens trocadas entre o suspeito e as vítimas, além de depoimentos de testemunhas. Os materiais apreendidos, como seringas, medicamentos e instrumentos cirúrgicos improvisados, reforçam a gravidade da situação. O falso médico agora responderá por homicídio, lesão corporal grave e exercício ilegal da Medicina.
A polícia orienta que mulheres que necessitem de atendimento médico procurem serviços de saúde legalizados e denunciem qualquer prática ilegal. O caso segue sob investigação para identificar possíveis outras vítimas.



