Entregador baleado após ser confundido com assaltante em Fortaleza
Entregador baleado após ser confundido com assaltante

Um entregador de 24 anos foi baleado por um morador de um prédio na Rua Carlos Barbosa, no Bairro Papicu, em Fortaleza, na noite deste domingo (28), após ser confundido com um assaltante. O ataque foi registrado por câmeras de segurança. O entregador, que terá a identidade preservada, contou que o agressor estava na frente do prédio passeando com o cachorro. Quando a vítima se aproximou de moto para estacionar, o pedestre se assustou.

Diálogo e agressão

"De início, ele puxou a arma, pois achou que era um assalto. Para me resguardar, eu tirei o capacete, me identifiquei e falei que iria deixar uma encomenda no prédio. A todo momento ele falou alterado comigo, dizendo que não me conhecia", relatou o entregador. Após o diálogo, o entregador caminhou em direção ao interfone e, enquanto se preparava para ligar para o apartamento que fez o pedido, foi abordado novamente pelo morador, que tentou agredi-lo. "Ele tentou dar um tapa na minha cara, mas eu me esquivei. Depois ele falou para eu correr, senão iria atirar. Quando ele atirou, eu corri e só senti minhas costas queimando", falou o entregador.

Ferimentos e socorro

Segundo o trabalhador, ele foi atingido por um tiro abaixo do tórax e outro de raspão no ombro. Mesmo ferido, conseguiu pedir ajuda a outros motociclistas que passavam pela região e acionou a Polícia Militar. A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), onde a bala do tórax foi retirada. Como o projétil não ficou alojado, após o atendimento, o entregador recebeu alta na manhã desta segunda-feira (29).

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Atirador se abriga e protesto

Após atirar contra o entregador, o homem voltou para dentro do prédio e se abrigou no apartamento, onde ficou até a chegada da Polícia Militar. Enquanto o homem estava abrigado, dezenas de motociclistas se reuniram na frente do edifício em protesto pelo ataque ao trabalhador. Quando a polícia chegou ao local, afastou os manifestantes.

Investigação

O g1 questionou a Secretaria da Segurança sobre a investigação do caso e informou que a demanda será respondida pela Polícia Militar e a Controladoria Geral de Disciplina do Ceará (CGD), órgão responsável por apurar e investigar desvios de conduta de agentes de segurança pública. Até a publicação desta reportagem, a PM e a CGD não responderam a demanda.

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