Bala perdida atravessa varanda e atinge sofá onde filho cochilava na Tijuca
Bala perdida atinge sofá onde filho cochilava na Tijuca

Uma moradora da Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, Zona Norte do Rio, viveu momentos de pânico após uma bala perdida atravessar a porta de vidro da varanda de seu apartamento e atingir o sofá da sala onde o filho dela havia acabado de cochilar. O caso aconteceu por volta das 18h da última terça-feira (30).

Vídeo mostra estragos e desabafo da moradora

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a mulher mostra os estragos causados pelo disparo: o vidro da porta da varanda quebrado, o rasgo deixado no sofá e o projétil encontrado dentro do imóvel. Segundo ela, o filho estava deitado no local no momento em que o tiro atingiu o apartamento. "Olha esse absurdo, gente. Esse tiro de fuzil pegou aqui na minha porta, resvalou aqui no meu sofá. Meu filho estava deitado aqui cochilando. Está tendo guerra ali na comunidade do Morro do Cruz. É muito longe para o tiro pegar aqui em casa. É inacreditável. Eu poderia ter chegado e encontrado meu filho morto aqui no meu sofá. Olha o projétil. Isso é um absurdo. Até quando?", desabafa a moradora nas imagens.

Disparo teria partido do Morro do Cruz

De acordo com o relato da vítima, o apartamento fica sobre uma academia e próximo ao 6º BPM (Tijuca). Ela acredita que o disparo tenha partido do Morro do Cruz, no Andaraí, onde, segundo moradores da região, houve intenso tiroteio no mesmo horário. Nas imagens, a moradora também aponta para a comunidade, destacando a distância entre o local dos confrontos e o prédio atingido.

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Guerra entre facções na Grande Tijuca

Nos dois últimos meses, moradores da Tijuca, principalmente quem mora no entorno das comunidades do Borel, Morro do Cruz e Casa Branca, relatam momentos de tensão. Intensos tiroteios vêm ocorrendo nas três favelas por conta de uma guerra entre facções rivais. De um lado, o Comando Vermelho (CV), que controla o Borel. Do outro, o Terceiro Comando Puro (TCP), que tem as comunidades do Morro do Cruz e Casa Branca. A Polícia Civil já sabe que a meta do CV é tomar essas duas comunidades e dominar 100% a Grande Tijuca.

Contexto de violência na região

No começo do ano, o traficante Rodrigo Rosa Brasil, conhecido como ‘Boneco do Andaraí’, apontado como chefe do tráfico de drogas no Morro do Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro, morreu durante um confronto com a Polícia Militar. A moradora, surpresa com o alcance do disparo, afirma que jamais imaginou que um tiro pudesse chegar até o interior de sua residência.

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