Operadora denuncia ameaças de milícia a técnicos em Niterói
Ameaças a técnicos de internet em Niterói

A operadora de internet Leste Telecom denunciou que seus técnicos estão sofrendo ameaças e restrições para atuar na Região Oceânica de Niterói, no Rio de Janeiro. Segundo a empresa, funcionários foram abordados por homens armados em bairros como Engenho do Mato e Maravista, e uma organização criminosa estaria impedindo a atuação de concorrentes para favorecer um provedor local ligado ao grupo.

Ameaças e áreas de risco

Em comunicado enviado a clientes, a Leste Telecom informou que classificou algumas regiões como de risco para seus técnicos. A empresa relata que os profissionais foram intimidados e tiveram a liberdade de trabalho cerceada. A operadora afirma que a situação já foi denunciada às autoridades.

“Nossos técnicos foram abordados por homens armados que exigiram que parassem de trabalhar na região”, diz trecho do comunicado. A empresa não detalhou quantos funcionários foram alvo das ameaças, mas classificou o episódio como grave.

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Investigação policial

O caso é investigado pela 81ª Delegacia de Polícia (81ª DP), que já abriu inquérito para apurar as denúncias. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a Abrint (Associação Brasileira de Internet e Telecomunicações) manifestaram preocupação com a situação, que pode configurar crime de obstrução ao serviço de telecomunicações.

Segundo a Leste Telecom, a organização criminosa tenta impedir a atuação de empresas concorrentes para manter o controle do mercado de internet na região. A operadora reforçou que continuará prestando serviços onde for possível, mas pediu compreensão dos clientes afetados.

Impacto para os moradores

A restrição à atuação da Leste Telecom pode afetar milhares de moradores da Região Oceânica, que dependem do serviço de internet. A empresa não informou quantos clientes podem ser impactados, mas a região é densamente povoada e carece de opções de provedores.

A Anatel informou que acompanha o caso e pode tomar medidas administrativas contra práticas anticompetitivas. A Abrint também se colocou à disposição para colaborar com as investigações.

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