A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul incinerou, nesta sexta-feira (19), mais de uma tonelada de canetas emagrecedoras e outros medicamentos ilegais em Dourados. Os produtos foram descartados em uma fornalha seguindo procedimentos adequados de destruição.
Produtos apreendidos em fiscalizações
Os itens incinerados foram retirados de circulação durante fiscalizações da Vigilância Sanitária Estadual. Entre eles estavam canetas para emagrecimento, medicamentos de fabricação paraguaia, anabolizantes e substâncias usadas em procedimentos estéticos. Desde o início das operações em centros de distribuição dos Correios e transportadoras, mais de 20 mil itens irregulares foram apreendidos.
Os produtos eram comercializados sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), exigência obrigatória para venda legal no Brasil. Marcas como TG, Lipoless, Tirzec, Lipoland e Tirzedral, proibidas no país, estavam entre as apreendidas.
Riscos à saúde
Segundo a SES, o uso de medicamentos sem registro na Anvisa oferece riscos à população, pois não há garantias sobre a origem, composição ou condições de armazenamento. O gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, explicou que o objetivo não é combater os avanços tecnológicos, mas evitar o uso inadequado de produtos sem controle sanitário.
Punições para clínicas e farmácias
A Vigilância Sanitária alerta que clínicas, centros de estética, farmácias e drogarias que venderem ou utilizarem produtos irregulares podem ser multadas em até R$ 30 mil, ter atividades suspensas por até 90 dias e ter os produtos apreendidos. Responsáveis técnicos e proprietários também podem responder criminalmente por contrabando, crimes contra as relações de consumo e exercício irregular da profissão. Em casos graves, profissionais podem perder o registro nos conselhos de classe.
Medicamentos escondidos em brinquedos
Pirolo revelou que medicamentos ilegais são enviados pelos Correios escondidos em objetos comuns, como cabeças de bonecas, potes de creme para cabelo, ursos de pelúcia e embalagens de tereré. As fraudes são identificadas por aparelhos de raio-X e monitoramento nos centros de triagem.
Destino frequente: Nordeste
Além da origem dos produtos, concentrada na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai, outro fator que chamou atenção foi o destino: grande parte dos pacotes seguia para estados do Nordeste. Esse padrão levantou suspeitas entre os fiscais.



