Procura por pronto-socorro infantil dispara e eleva tempo de espera em Prudente
Procura por pronto-socorro infantil dispara em Prudente

A procura por atendimento de crianças com sintomas gripais, como congestão nasal, tosse intensa e febre, aumentou mais de 50% no pronto-socorro da Santa Casa de Presidente Prudente (SP) e elevou o tempo de espera para os pacientes. Segundo o hospital, o Pronto-Socorro Infantil registrou 999 atendimentos entre os dias 24 e 31 de maio, contra 660 na semana anterior. O aumento foi de 339 pacientes, o que representa uma alta de 51,36%.

Aumento também no Pronto-Socorro Adulto

O crescimento da demanda também foi registrado no Pronto-Socorro Adulto. No mesmo período, o número de atendimentos passou de 894 para 1.158, um acréscimo de 264 pacientes, equivalente a um aumento de 29,53%. Somando os dois setores, a Santa Casa contabilizou 2.157 atendimentos entre os dias 24 e 31 de maio, contra 1.554 na semana anterior. Foram 603 pacientes a mais, o que representa crescimento de 38,8%.

Impacto no tempo de espera

De acordo com a Santa Casa, o aumento expressivo da procura pelo Pronto-Socorro Infantil, especialmente no último fim de semana, pode resultar em um tempo de espera maior do que o habitual. A instituição reforçou que possui limitações de estrutura física, especialmente por ser a única referência regional para atendimentos pediátricos de alta complexidade destinados aos pacientes da saúde suplementar. Como forma de minimizar o tempo de espera, o Pronto-Socorro Infantil conta regularmente com dois médicos plantonistas. Em períodos de maior demanda, o número de profissionais é ampliado para garantir maior capacidade de atendimento. A Santa Casa ressaltou ainda que todos os atendimentos seguem rigorosamente o protocolo de classificação de risco, assegurando que os pacientes sejam atendidos de acordo com a gravidade de cada caso.

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Orientações aos pais

O aumento dos atendimentos pediátricos registrados nos últimos dias na Santa Casa tem sido impulsionado, principalmente, pelos casos de síndromes respiratórias. A orientação é que os pais busquem atendimento sempre que a criança apresentar desconforto respiratório, febre alta persistente, sinais de prostração, dificuldade para se alimentar ou redução na ingestão de líquidos. Já sintomas leves, como os primeiros episódios de febre, coriza ou tosse leve, podem inicialmente ser acompanhados em casa pelos responsáveis.

Apesar de a maioria dos casos de síndromes gripais continuar apresentando evolução controlada, houve também aumento dos quadros mais graves, especialmente por causa do período de circulação mais intensa de doenças respiratórias típicas desta época do ano. Entre os casos que demandam maior atenção estão os de bronquiolite, que têm provocado maior desconforto respiratório em bebês, além de pneumonias com evolução mais severa.

Para reduzir os riscos, a principal recomendação continua sendo a vacinação, especialmente contra a gripe, já que a imunização contribui para evitar complicações e formas mais graves das doenças. Medidas preventivas do cotidiano também são consideradas fundamentais, como a higienização frequente das mãos, cuidados com a limpeza nasal, troca de roupas ao chegar em casa, banho após atividades externas e orientação às crianças sobre hábitos de higiene. Além disso, a recomendação é que crianças com sintomas permaneçam em casa, evitando frequentar escolas e ambientes coletivos, reduzindo assim a transmissão dos vírus respiratórios.

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