Crise nos planos de saúde ameaça acesso de idosos no Brasil
Planos de saúde: crise ameaça acesso de idosos

O setor de planos de saúde no Brasil vive um momento de esgotamento estrutural. Os custos não param de crescer, enquanto as operadoras mostram resistência em aceitar novos beneficiários, especialmente os idosos. Apesar de um aumento no número total de usuários, três em cada quatro brasileiros ainda não possuem qualquer tipo de cobertura privada de saúde. Esse cenário indica que, se nada for feito, o plano de saúde deixará de ser um instrumento de proteção coletiva para se tornar um bem cada vez mais restrito a uma parcela privilegiada da população.

Custos elevados e exclusão dos mais velhos

Um dos principais desafios enfrentados pelo setor é a dificuldade de inclusão dos idosos. As operadoras, preocupadas com o alto custo assistencial dessa faixa etária, muitas vezes impõem barreiras ou reajustes que tornam os planos proibitivos. Isso vai na contramão do envelhecimento populacional brasileiro, que demanda maior cobertura para a terceira idade.

A necessidade de um novo modelo

Especialistas apontam que a saída para a crise passa por uma transição do modelo atual para um sistema de cuidado integrado e preventivo. Em vez de focar apenas no tratamento de doenças, seria preciso investir em ações que evitem o adoecimento, reduzindo assim os custos a longo prazo. Essa mudança, no entanto, exige vontade política, regulação eficiente e investimento em tecnologia da informação.

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Enquanto isso, a realidade é que 75% dos brasileiros seguem sem acesso a planos de saúde. Para esses, o Sistema Único de Saúde (SUS) continua sendo a única opção, mas a sobrecarga do sistema público também é um problema. A tendência, caso não haja intervenção, é que o plano de saúde se torne um privilégio de poucos, aprofundando as desigualdades no acesso à saúde no país.

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