O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (6) que não há prazo definido para a retomada da vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan no Programa Nacional de Imunizações (PNI). A imunização foi suspensa após a identificação de efeitos adversos em alguns voluntários durante os estudos clínicos.
Ministro fala em 'prazo mais rápido possível'
Em entrevista coletiva, Padilha declarou: 'O prazo será o mais rápido possível, dentro das regras regulatórias e da segurança que a população brasileira merece.' Ele explicou que a avaliação da vacina está sendo conduzida por especialistas e segue os protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O ministro não precisou uma data para a conclusão da análise.
Compra de doses da Takeda mantida
Padilha também descartou a compra de doses excedentes da vacina da dengue produzida pela farmacêutica japonesa Takeda. Atualmente, o Ministério da Saúde mantém contrato para aquisição de 18 milhões de doses do imunizante da Takeda, que requer duas doses para completar o esquema vacinal. Já a vacina do Butantan necessita de apenas uma dose, o que poderia acelerar a imunização da população.
Segundo o ministro, 'não há indicativo de compra de doses excedentes junto à Takeda' no momento. A decisão depende da conclusão das análises da vacina do Butantan e da disponibilidade orçamentária.
Contexto da suspensão
A vacina do Butantan foi suspensa temporariamente do PNI em abril, após a notificação de eventos adversos graves em participantes dos ensaios clínicos. O instituto afirma que está colaborando com as autoridades para esclarecer os casos e garantir a segurança do imunizante. A Anvisa ainda não se pronunciou sobre a liberação do uso emergencial ou definitivo da vacina.
Enquanto isso, a campanha de vacinação contra a dengue no SUS segue com a vacina da Takeda, destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Até o momento, mais de 3 milhões de doses foram aplicadas em todo o país.



