A morte de Leandro Rodrigo Ferreira, de 38 anos, após um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, gerou grande comoção em Araras (SP) e região. Segundo informações apuradas, ele passou por uma cirurgia de emergência, permaneceu oito dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e faleceu na segunda-feira (1°). O corpo de Leandro foi velado e sepultado no Cemitério Municipal da cidade na terça-feira (2). Ele deixa a filha Ana e a esposa Josilaine, que está grávida de Levi, o segundo filho do casal.
O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso sanguíneo, provocando sangramento no tecido cerebral. É menos comum, porém mais grave, com risco elevado de sequelas e morte.
Comoção e despedida
Em uma publicação nas redes sociais, a esposa de Leandro, Josilaine Bueno, expressou sua dor: “É com muita dor e tristeza em meu coração que comunico que o amor da minha vida, Leandro, foi morar com Deus. Agradeço a todos que estiveram conosco em oração. O milagre não veio da forma que pedíamos, mas tenho certeza que através da vida dele houve milagres”.
Josilaine afirmou que Leandro era saudável, não fumava, não bebia e não fazia uso de medicamentos. No domingo, 24 de maio, ele começou com forte dor de cabeça e passou mal. Foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o hospital, onde passou por cirurgia de emergência para drenar o sangue. Permaneceu na UTI por oito dias, mas não resistiu, evoluindo para morte encefálica.
Parentes e amigos deixaram mensagens de despedida nas redes sociais. Davi Queiroz afirmou: “Saudades de um amigo leal, companheiro e sempre disposto a ajudar. Sua vida foi um reflexo do amor de Deus para muitos de nós”. Josiane Bimbati, cunhada de Leandro, agradeceu pelo tempo de convivência: “Está doendo tanto. Obrigada pelo tio que você foi para as crianças. Gui está destruído. Amamos você”. Bruna Chianello declarou: “Agora ficam as boas lembranças de quem era você, uma pessoa extraordinária. Tão especial que Deus quis pertinho. Você está no melhor lugar do mundo”.
A Unimed Anhanguera, em nota, afirmou que, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não divulga informações sobre atendimento, internação, diagnóstico ou morte de pacientes sem autorização dos familiares, e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
O que é o AVC
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das maiores urgências médicas do país e uma das principais causas de morte entre brasileiros. Junto com o infarto, integra o grupo das doenças cardiovasculares, responsáveis por cerca de 30% dos óbitos anuais, segundo o Ministério da Saúde. Oito em cada dez casos poderiam ser evitados com controle da pressão arterial, prática regular de exercícios e abandono do cigarro.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e colesterol alto.
Tipos de AVC
- Isquêmico (85% dos casos): ocorre quando há entupimento de um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro, ligado à pressão alta e a doenças cardíacas.
- Hemorrágico (15% dos casos): rompimento de um vaso, provocando sangramento no tecido cerebral. É menos comum, porém mais grave.
Sintomas
Os sintomas do AVC aparecem de forma súbita e exigem ação imediata. Entre os mais comuns estão sorriso torto, fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade para falar ou compreender, dor de cabeça súbita, perda de visão e tontura.
O teste “SAMU” ajuda a reconhecer rapidamente os sinais:
- Sorriso: peça para a pessoa sorrir; se um lado do rosto não mexer, é alerta.
- Abraço: veja se ela consegue levantar os dois braços.
- Música: peça para repetir uma frase simples.
- Urgente: ligue para o 192 — cada minuto conta.
O diagnóstico é feito por tomografia computadorizada ou ressonância magnética do crânio. Com atendimento rápido e reabilitação multidisciplinar, muitos pacientes recuperam funções perdidas.



