Ana Júlia, de 20 anos, morreu no sábado (4) em Goiânia enquanto lutava contra as sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido há quase dois anos. A jovem, que era estagiária do Fórum de Itumbiara, na região sul de Goiás, foi vítima de uma malformação arteriovenosa (MAV), condição congênita rara que causa conexão anormal entre artérias e veias, elevando o risco de hemorragias e derrames.
Diagnóstico e tratamento intensivo
De acordo com a mãe, Mônica Servato, o AVC ocorreu em setembro de 2024. Ao chegar ao hospital, Ana Júlia precisou ser intubada sem sedação, conforme relato da mãe. A jovem foi transferida para Goiânia, onde ficou internada por mais de um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Neurológico de Goiânia. "Foram várias intercorrências e quando ela ficou 1 mês na UTI do Hospital Municipal por conta de uma bactéria traqueal e pneumonia", explicou Mônica nas redes sociais.
Procedimentos e luta pela vida
Ao longo do tratamento, Ana Júlia passou por diversos procedimentos, incluindo cateterismo no cérebro, embolização e a colocação de um cateter no crânio para drenar sangue acumulado após uma piora no quadro. A mãe compartilhava a evolução da filha com fisioterapias e tratamentos, mantendo a esperança na recuperação.
Comoção e homenagens
A morte da jovem comoveu médicos, amigos e seguidores. "Não existe palavra em nosso vocabulário para descrever a perda de um filho", lamentou uma internauta. Uma médica escreveu: "Hoje nos despedimos da Juju. Uma menina doce, de força gigante, que agora descansa nos braços do Pai". O corpo de Ana Júlia foi sepultado no Cemitério Parque da Saudade, em Itumbiara, às 17h deste domingo (5).



