Surto de hantavírus em cruzeiro: entenda os sintomas e riscos
Surto de hantavírus em cruzeiro: entenda os sintomas e riscos

Cerca de 150 passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro MV Hondius começaram a desembarcar neste domingo nas Ilhas Canárias, na Espanha, após um surto de hantavírus. A embarcação, que partiu de Ushuaia, Argentina, no dia 1º de abril, registrou a morte de um passageiro holandês de 70 anos, a primeira vítima do vírus. A hipótese das autoridades é de que ele tenha se contaminado antes do embarque, após visitar uma área rural na Argentina.

O hantavírus é transmitido principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de ratos silvestres. A pesquisadora Elba Lemos, da Fiocruz, explica que a taxa de letalidade pode variar de 20% a 50%. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou sete casos de hantavírus neste ano, nenhum deles da cepa Andes, a mesma identificada no cruzeiro. Especialistas afirmam que não há motivo para alarme no país.

A cepa Andes é a única do hantavírus com transmissão entre humanos, mas exige contato próximo e prolongado com o infectado. Diferentemente do coronavírus, a transmissão não ocorre com facilidade em ambientes como aeroportos ou transportes públicos. A pesquisadora Elba Lemos detalha que a transmissão se dá por inalação contínua do ar contaminado, mas a taxa de transmissão é difícil de prever devido à raridade dos casos.

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O surto no navio começou após a morte do passageiro holandês em 12 de abril. Sua esposa, que viajava com ele, desembarcou com o corpo na ilha de Santa Helena, mas passou mal em Joanesburgo, África do Sul, e morreu dois dias depois. Exames confirmaram a contaminação pela cepa Andes. Até o momento, uma alemã morreu em 2 de maio e outros seis casos foram confirmados, com dois ainda em investigação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o caso, mas reforça que não se trata de uma nova pandemia, como a de Covid-19. O navio, que fazia um cruzeiro de expedição por ilhas isoladas do Atlântico Sul, ficou ancorado em Cabo Verde sem autorização para desembarque. No Brasil, a Fiocruz trata o caso como um alerta sanitário importante, mas sem motivo para pânico.

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