A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) alcançou uma quarta província, espalhando-se por todo o nordeste do país. O surto já resultou em 360 mortes, segundo autoridades de saúde. A doença, que circulou por seis semanas sem ser diagnosticada, agora ameaça regiões vizinhas, como Uganda, e já teve um caso importado para a França.
Expansão para nova província
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o vírus chegou à província de Ituri, somando-se às províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Maniema. Com isso, toda a região nordeste da RDC está sob alerta. O primeiro caso na nova província foi registrado em Bunia, capital de Ituri, onde equipes de saúde trabalham para conter a propagação.
Desafios no combate ao surto
A insegurança na área, devido a conflitos armados, complica a resposta sanitária. Ataques a centros de tratamento e a dificuldade de acesso a comunidades remotas têm dificultado os esforços de vacinação e rastreamento de contatos. "A situação é crítica, e precisamos de mais recursos para evitar que o vírus se espalhe ainda mais", afirmou o Dr. Jean-Jacques Muyembe, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da RDC.
Cepa Bundibugyo e risco internacional
O vírus identificado é da cepa Bundibugyo, menos comum que a Zaire, mas igualmente letal. Um caso importado foi detectado na França, gerando preocupação global. A OMS classificou o surto como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional, pedindo que países vizinhos reforcem a vigilância.
Até o momento, mais de 2.000 casos suspeitos foram notificados, com 360 mortes confirmadas. A taxa de letalidade atual é de cerca de 18%, mas pode aumentar conforme novos casos surgem.



