O ex-paquito Robson Barros, conhecido por sua participação no programa 'Xou da Xuxa', faleceu aos 57 anos vítima de um adenocarcinoma do duodeno, um tipo raro de câncer. A doença, que afeta o duodeno — a primeira porção do intestino delgado, responsável por receber os alimentos parcialmente digeridos do estômago e iniciar a absorção de nutrientes —, é considerada silenciosa por apresentar sintomas inespecíficos nas fases iniciais.
O que é o adenocarcinoma do duodeno?
O adenocarcinoma do duodeno é um tumor maligno que se origina nas células glandulares da mucosa duodenal. Embora raro, corresponde a menos de 1% dos cânceres gastrointestinais, sua incidência tem aumentado nas últimas décadas. O duodeno desempenha um papel crucial na digestão, recebendo secreções do pâncreas e da vesícula biliar para quebrar gorduras, proteínas e carboidratos.
Sintomas da doença
Os sintomas do adenocarcinoma duodenal costumam ser vagos e podem ser confundidos com outras condições digestivas. Entre os principais sinais estão:
- Dor abdominal persistente, muitas vezes na região superior do abdômen;
- Náuseas e vômitos frequentes;
- Perda de peso inexplicada;
- Sensação de plenitude ou inchaço após refeições leves.
Em estágios mais avançados, o tumor pode causar sangramento gastrointestinal, levando a anemia ferropriva (carência de ferro), e obstrução do ducto biliar, resultando em icterícia (coloração amarelada da pele e olhos).
O caso de Robson Barros
Robson Barros foi diagnosticado com adenocarcinoma do duodeno e passou por tratamento inicial. Em janeiro deste ano, no entanto, ele sofreu metástase, quando o câncer se espalhou para outras partes do corpo. A progressão da doença levou ao seu falecimento no último dia 24 de junho.
Segundo especialistas, a detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido. No entanto, devido à raridade e aos sintomas inespecíficos, o diagnóstico costuma ocorrer em fases avançadas.
Fatores de risco e diagnóstico
Os fatores de risco para adenocarcinoma duodenal incluem idade avançada, tabagismo, consumo excessivo de álcool, dieta rica em gorduras e processados, além de condições hereditárias como polipose adenomatosa familiar e síndrome de Lynch. O diagnóstico é feito por exames de imagem, como tomografia computadorizada e endoscopia digestiva alta com biópsia.
O tratamento pode envolver cirurgia para remoção do tumor, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio da doença. No caso de metástase, as opções terapêuticas são mais limitadas, focando no controle dos sintomas e na qualidade de vida.
Importância do conhecimento dos sintomas
A conscientização sobre os sinais do adenocarcinoma duodenal é essencial, pois pode levar a diagnósticos mais precoces. Pessoas com dor abdominal persistente, perda de peso sem causa aparente ou icterícia devem procurar avaliação médica. Embora raro, o câncer de duodeno é uma doença grave que requer atenção.



