Uma campanha nacional está sendo lançada para abordar os sintomas e o diagnóstico dos gliomas, tumores do sistema nervoso central que afetam mais de 12 mil pessoas por ano no Brasil, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028. Os gliomas são considerados o tipo de tumor cerebral maligno primário mais comum em adultos.
O que são os gliomas?
Os gliomas são tumores que se originam nas células gliais do cérebro ou da medula espinhal. Eles representam cerca de 30% de todos os tumores cerebrais e 80% dos tumores cerebrais malignos. A campanha visa informar a população sobre os sinais de alerta, como dores de cabeça persistentes, convulsões, náuseas, alterações na visão ou na fala, e déficits neurológicos focais.
Importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar o prognóstico dos pacientes. Segundo especialistas, os sintomas podem ser inespecíficos e muitas vezes são confundidos com outras condições neurológicas. A campanha incentiva a procura por atendimento médico diante de sintomas persistentes. “Quanto mais cedo o tumor for identificado, maiores as chances de tratamento eficaz”, afirma Gustavo Gaiote, representante da iniciativa.
Dados do INCA
O INCA projeta que, no triênio 2026-2028, o Brasil terá uma média de 12.070 novos casos de tumores do sistema nervoso central por ano. Os gliomas correspondem a uma parcela significativa desses casos. A campanha nacional busca disseminar informações baseadas em evidências para ajudar no reconhecimento precoce da doença.
Ações da campanha
A campanha inclui materiais educativos, palestras e divulgação em mídias sociais, com foco em profissionais de saúde e na população em geral. O objetivo é reduzir o tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico, que atualmente pode levar meses. “Muitos pacientes chegam ao diagnóstico já em estágio avançado. Precisamos mudar essa realidade”, destaca Gaiote.
Tratamento e perspectivas
O tratamento dos gliomas envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do tipo e grau do tumor. Avanços na medicina têm melhorado a sobrevida, mas o prognóstico ainda é reservado para os casos mais agressivos, como o glioblastoma. A campanha também aborda a importância do acompanhamento multidisciplinar e do suporte psicológico para pacientes e familiares.



