A atriz Camila Queiroz revelou que congelou as células-tronco do cordão umbilical de sua filha, Clara, uma prática que pode ser crucial para futuros tratamentos médicos. Essas células têm a capacidade de se transformar em outras células, auxiliando no tratamento de doenças como câncer, distúrbios da medula óssea e imunológicos. O procedimento é seguro para o recém-nascido, realizado após o corte do cordão umbilical.
O que são células-tronco do cordão umbilical?
As células-tronco presentes no cordão umbilical são chamadas de células-tronco hematopoéticas. Elas são capazes de se diferenciar em diversos tipos de células sanguíneas e do sistema imunológico. Por isso, são utilizadas em transplantes para tratar leucemias, linfomas, anemias graves e doenças hereditárias do sangue.
Como é feito o congelamento?
O processo de criopreservação é realizado logo após o nascimento. O médico coleta o sangue do cordão umbilical antes da eliminação da placenta. O material é então processado, congelado e armazenado em bancos especializados. A coleta não causa dor ou risco ao bebê nem à mãe.
Para que servem as células-tronco congeladas?
As células-tronco podem ser usadas no futuro para tratar doenças que afetam a medula óssea, como leucemia, talassemia e anemia aplástica. Também são estudadas para regeneração de tecidos e tratamento de doenças autoimunes. Segundo especialistas, o armazenamento é uma forma de “seguro biológico” para a criança e, em alguns casos, para familiares compatíveis.
Opinião de especialistas
O hematologista Dr. Carlos Alberto, em entrevista ao portal de saúde, afirmou: “O congelamento de células-tronco do cordão umbilical é um procedimento seguro e com potencial terapêutico comprovado para diversas doenças hematológicas. No entanto, é importante que os pais saibam que a chance de uso próprio é baixa, mas pode ser valiosa para transplantes entre irmãos.”
Custo e armazenamento no Brasil
No Brasil, existem bancos públicos e privados de cordão umbilical. O armazenamento em banco privado custa em média de R$ 2.000 a R$ 5.000 pela coleta e processamento, além de uma taxa anual de manutenção. Já a doação para banco público é gratuita e pode salvar vidas de pacientes na fila de transplante.



