Baleia-jubarte se aproxima de canoa havaiana no Rio
Baleia-jubarte se aproxima de canoa havaiana no Rio

Uma baleia-jubarte juvenil se aproximou de praticantes de canoa havaiana na Prainha da Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (28). O animal, que está sendo avistado há alguns dias na região da Baía de Guanabara, chegou a cerca de 4 metros da embarcação, segundo o fundador do clube Canto Va'a - Canoa Havaiana, Daniel Cantalice.

Registro impressionante

Integrantes do clube filmaram o momento em que a baleia submerge, causando espanto e admiração. No dia anterior, o mesmo animal foi filmado saltando na Baía. "Quando ele está nadando é tranquilo, mas o salto faz um barulho muito forte, acabei soltando um palavrão", relembrou Cantalice.

Segundo ele, os praticantes já haviam presenciado baleias em anos anteriores, mas neste inverno surpreende o animal estar tão perto de áreas como a Prainha da Glória. "Ele tem se aproximado por volta das 7h. Depois começa a aparecer na altura da Escola Naval e depois vai até as barcas - vai e volta. Por volta das 9h20, vai até o fundo da baía, para a direção da Ponte", explicou.

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Monitoramento por biólogos

O professor José Lailson, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), afirmou que os avistamentos estão relacionados à temporada de migração das baleias no Hemisfério Sul. O caso que mais chamou a atenção dos especialistas foi justamente o de uma baleia-jubarte juvenil que permanece há dias circulando pela Baía de Guanabara - possivelmente a mesma que se aproximou da canoa.

De acordo com Lailson, embora existam registros históricos de baleias na região, a permanência prolongada do animal é incomum. Durante o período colonial, a entrada desses mamíferos marinhos era frequente, mas os registros se tornaram raros ao longo do século XX. A espécie mais associada historicamente à Baía era a baleia-franca. Desta vez, porém, trata-se de uma jubarte jovem, que tem sido observada principalmente na região próxima à sua entrada.

Segundo o pesquisador, o animal aparenta estar saudável e ativo, apesar dos riscos que a permanência na área pode representar devido ao intenso tráfego de embarcações. "Então ela está rodando aqui dentro, é um fato inusitado permanecer tanto tempo, acaba também sendo um pouco de risco. Aumentando um pouco o risco de interação com embarcações, colisão com embarcações, coisas do tipo. A gente fez um acompanhamento, mas ela está bem arredia e nadando com muita força. Não parece ser um animal debilitado", afirmou.

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