Homem de 34 anos morre após AVC e tem órgãos doados para três pessoas em SP
AVC mata homem de 34 anos; órgãos doados salvam três vidas

Um homem de 34 anos, Maurício Bruno da Conceição Vieira, morreu após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico no domingo (28), em São Carlos (SP). A família decidiu autorizar a doação dos órgãos, que vão ajudar três pessoas que aguardavam na fila por um transplante. O corpo dele foi enterrado na tarde de segunda-feira (29).

O que é o AVC isquêmico

O AVC isquêmico ocorre quando há entupimento de um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro. Está ligado à pressão alta e a doenças cardíacas, como a fibrilação atrial, que pode formar coágulos e bloquear artérias cerebrais. A cada seis minutos, um brasileiro morre vítima de AVC, e 80% dos casos poderiam ser evitados com prevenção.

Captação de órgãos na Santa Casa

Durante o procedimento na segunda-feira (29), foram captados o fígado, destinado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e os dois rins, encaminhados ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. A cirurgia de captação envolveu a atuação integrada da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da Santa Casa, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das equipes transplantadoras.

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O provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, agradeceu à família do doador e aos profissionais envolvidos na captação. "Nossa gratidão à família, que, mesmo diante de um momento de imensa dor, tomou uma decisão de extrema generosidade e amor ao próximo. Agradeço também a toda a equipe da CIHDOTT, da OPO e às equipes transplantadoras, que atuaram com competência, sensibilidade e dedicação para que esse processo fosse realizado com excelência e possibilitasse uma nova chance de vida para três pessoas."

Importância de avisar a família

Para que a doação aconteça, a legislação atual determina que a palavra final é dos familiares. Por isso, o diálogo em vida é considerado o passo mais importante do processo. Especialistas reforçam que não é necessário deixar nenhum documento por escrito, bastando apenas que o desejo de ser doador seja manifestado claramente para os parentes.

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