A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma determinação de recolhimento de um lote específico de água mineral Crystal sem gás. A medida foi tomada após a confirmação da presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises laboratoriais realizadas em amostras do produto.
Lote afetado e orientações aos consumidores
O lote em questão é identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. A Anvisa recomenda que os consumidores verifiquem as informações impressas no rótulo da embalagem. Caso a garrafa pertença a este lote, a orientação é interromper imediatamente o consumo do produto e não utilizá-lo.
Os consumidores que adquiriram unidades deste lote têm direito a ressarcimento ou devem ser orientados sobre a devolução do produto. A Anvisa sugere que os consumidores acompanhem os canais oficiais da fabricante para obter informações detalhadas sobre o processo de troca ou reembolso.
Detalhes da contaminação e distribuição
A contaminação foi descoberta durante uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa nas amostras. O resultado foi posteriormente confirmado por uma análise de contraprova, procedimento previsto nas normas do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
O lote foi produzido pela Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia (GO), empresa que integra o Sistema Coca-Cola e é responsável pela marca Crystal. Ao todo, 374,4 mil garrafas de 500 mililitros foram distribuídas no Distrito Federal, em Goiás, no Tocantins e no interior de São Paulo.
Medidas adotadas e investigação em andamento
Com a confirmação da contaminação, a vigilância sanitária interditou o lote e comunicou o caso à Anvisa. Além do recolhimento, a agência suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso das unidades afetadas. A medida vale exclusivamente para o lote identificado na resolução publicada no Diário Oficial da União.
A fabricante informou à Anvisa que iniciou imediatamente o recolhimento junto às distribuidoras e estima que cerca de 99,2% das unidades já não estejam mais disponíveis para venda. A empresa também afirmou não ter recebido, até o momento, reclamações de consumidores relacionadas ao lote.
Em nota divulgada pela agência, a Mineração Bom Jesus informou que abriu uma investigação interna para apurar as causas da ocorrência e que vem colaborando com as autoridades sanitárias. Segundo a Anvisa, as evidências disponíveis até agora indicam que o problema está restrito ao lote recolhido, mas as investigações continuam em andamento para garantir a segurança dos consumidores.



