Acesso ao tratamento de DPOC é desigual no Brasil, aponta PCDT
Acesso ao tratamento de DPOC é desigual no Brasil

A atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), em 2025, representou um avanço significativo para os pacientes da rede pública de saúde no Brasil. No entanto, a oferta dos novos tratamentos ainda ocorre de forma heterogênea pelo país, evidenciando desigualdades no acesso ao cuidado.

Desigualdade regional na oferta de tratamentos

Segundo especialistas, a implementação das novas diretrizes varia conforme a região e a infraestrutura local. Enquanto grandes centros urbanos conseguem disponibilizar rapidamente as terapias atualizadas, municípios menores e regiões mais remotas enfrentam dificuldades logísticas e de financiamento.

“A atualização do PCDT é um passo importante, mas sem uma distribuição equitativa dos medicamentos e capacitação dos profissionais, o paciente continua sem acesso ao que há de melhor”, afirma o pneumologista Dr. Carlos Silva, da Sociedade Brasileira de Pneumologia.

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Impacto na qualidade de vida dos pacientes

A DPOC é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade. O tratamento inadequado ou tardio pode levar a complicações graves e redução da qualidade de vida.

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 6 milhões de brasileiros convivem com a DPOC, mas muitos não recebem o tratamento ideal. A falta de acesso a medicamentos inovadores, como broncodilatadores de longa duração e corticoides inalatórios combinados, é apontada como um dos principais gargalos.

Desafios na implementação do PCDT

Entre os desafios estão a necessidade de treinamento contínuo dos profissionais de saúde, a garantia de fornecimento regular de medicamentos e a criação de protocolos regionais que considerem as especificidades locais. Além disso, a integração entre atenção primária e especializada é fundamental para o acompanhamento adequado dos pacientes.

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) tem recomendado a criação de centros de referência para DPOC, capazes de oferecer diagnóstico precoce, tratamento multidisciplinar e monitoramento contínuo.

Perspectivas futuras

Especialistas defendem que a redução das desigualdades no tratamento da DPOC passa por investimentos em infraestrutura de saúde, políticas de distribuição de medicamentos e fortalecimento da atenção básica. A telemedicina também surge como ferramenta para ampliar o acesso a especialistas em regiões carentes.

“É preciso que os gestores públicos priorizem a saúde respiratória e garantam que os avanços do PCDT cheguem a todos os brasileiros, independentemente de onde vivam”, conclui o Dr. Silva.

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