O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que não pretende mais conceder à iniciativa privada a Linha 17 (Ouro) e outras quatro linhas operadas pelo Metrô paulista. A declaração foi feita durante a entrega da estação Washington Luís, da Linha 17.
Mudança de posição sobre concessões
Tarcísio afirmou que teve a 'capacidade de mudar de opinião' e justificou a decisão alegando a necessidade de evitar a concentração de ramais nas mãos de poucas empresas. Atualmente, a ViaMobilidade já opera quatro linhas do sistema metroferroviário paulista.
O governador destacou que a manutenção do controle estatal sobre essas linhas visa garantir maior equilíbrio na gestão do transporte público e evitar monopólios privados.
Expansão da Linha 17 até Paraisópolis
Além de descartar a privatização, Tarcísio planeja estender a Linha 17 até o bairro de Paraisópolis. A licitação para essa expansão está prevista para julho de 2026. A medida busca integrar regiões periféricas ao sistema metroviário, ampliando o acesso ao transporte público de qualidade.
A Linha 17 (Ouro) é um monotrilho que atualmente liga a Estação São Paulo-Morumbi à Estação Jabaquara, e a extensão até Paraisópolis beneficiará diretamente uma das maiores comunidades da cidade.
Contexto das concessões em São Paulo
A decisão de Tarcísio contrasta com movimentos anteriores de seu governo, que havia sinalizado abertura para concessões. A ViaMobilidade, que opera as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM, além das linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô, é um exemplo de concentração que o governador quer evitar.
Especialistas apontam que a decisão pode impactar os planos de investimento privado no setor, mas também é vista como uma forma de preservar o controle público sobre serviços essenciais.



