A passarela construída sobre a avenida Júlio César, em Belém, foi interditada na tarde desta sexta-feira (6) após a identificação de risco de queda. A estrutura integra as obras do Parque Urbano Igarapé São Joaquim, uma das construções prometidas para a COP30 que não foi entregue.
A Prefeitura de Belém informou que o tráfego de veículos foi bloqueado no trecho como medida de segurança. Equipes técnicas da área de infraestrutura municipal foram acionadas para avaliar as condições da estrutura e adotar providências emergenciais. Agentes da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) estão no local organizando o fluxo e orientando condutores.
Segundo a prefeitura, a obra é de responsabilidade do Consórcio Igarapé São Joaquim, formado pelas empresas Construbase Engenharia e HTBR Arquitetura e Engenharia. O consórcio foi notificado a apresentar esclarecimentos e medidas corretivas. Um procedimento administrativo foi aberto para apurar as responsabilidades técnicas. Caso sejam identificadas falhas estruturais ou descumprimento de contrato, o consórcio poderá sofrer sanções administrativas, contratuais e legais.
Além da interdição da passarela, a prefeitura determinou uma vistoria técnica detalhada na estrutura e em outros trechos do projeto. O objetivo é garantir que não haja risco à população enquanto as obras seguem em andamento.
O Parque Urbano Igarapé São Joaquim é uma das obras prometidas para a COP30. O projeto se estende por 5 km, da avenida Júlio César, no bairro da Marambaia, até as margens da Baía do Guajará, atravessando seis bairros da capital paraense. Com orçamento total de R$ 173 milhões, sendo R$ 150 milhões provenientes da Itaipu Binacional e R$ 23 milhões da Prefeitura de Belém, a obra é gerida pela Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan). Os trabalhos começaram em julho de 2024 e tinham previsão de conclusão da primeira etapa em outubro de 2025.



