A Polícia Civil do Rio de Janeiro descartou a hipótese de que os dois helicópteros envolvidos no acidente no Recreio dos Bandeirantes realizavam voos clandestinos de passageiros. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (15) pelos peritos do Instituto Médico-Legal (IML), que identificaram os corpos dos argentinos Gaspar Prim e Lucas Vignale, vítimas da colisão ocorrida no domingo (14). A identificação foi feita por meio da análise das impressões digitais.
O corpo do cantor e produtor americano Nickel Oliver Tree é o único que ainda aguarda confirmação oficial. Os peritos realizam exames na arcada dentária, mas ainda não descartam a necessidade de um teste de DNA, devido ao estado carbonizado do corpo. O acidente, que envolveu duas aeronaves, deixou seis mortos no total.
O corpo do brasileiro Lucas Frota foi cremado nesta segunda-feira no Cemitério do Caju, na Zona Portuária. A família do DJ e produtor cobra respostas sobre as condições de voo de uma das aeronaves. “A família está destroçada. Eu quero saber o que aconteceu, porque me disseram que um dos helicópteros não estava apto a voar”, disse o tio de Lucas, Eduardo Corrêa, que afirmou que vai acompanhar as investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Agentes do Cenipa, do Corpo de Bombeiros e policiais civis voltaram ao local da queda dos helicópteros, em uma concessionária de carros, no Recreio. A polícia investiga se houve descumprimento do plano de voo e aguarda os laudos do Cenipa. Segundo o delegado titular da 42ª DP (Recreio), é necessário verificar se houve comunicação à torre de controle e se as aeronaves estavam trafegando nas respectivas vias aéreas.
Um relatório do Departamento de Controle do Espaço Aéreo divulgado no mês passado aponta que 34% dos voos no aeroporto de Jacarepaguá descumprem regras de altitude. Amigos das vítimas relataram que elas viajavam para Angra dos Reis, onde pretendiam gravar um videoclipe.



