Um menino de 2 anos teve um dente de leite quebrado após uma queda na creche municipal Prof. José da Silva Macedo, em Registro, interior de São Paulo. O acidente ocorreu na terça-feira (23), por volta das 10h, durante uma atividade pedagógica em grupo. O pai da criança, que preferiu não ser identificado, relatou ao g1 que recebeu uma ligação da unidade informando sobre a queda.
Relato do pai
Ao chegar na creche, o pai encontrou o filho sentado em uma sala, isolado, com expressão de choro e sendo alimentado por duas funcionárias. “Quando cheguei, meu filho estava sentado em uma sala, isolado, com cara de choro, olhando para baixo, sendo alimentado por uma professora e outra funcionária”, contou. Segundo ele, a criança teria sido empurrada por outro aluno enquanto brincava no chão, com as mãos apoiadas, sem estar em posição ereta.
Preocupações com o desenvolvimento
O pai afirmou que, além do impacto imediato, há preocupação com possíveis efeitos no desenvolvimento social da criança. O dentista informou que não é possível reimplantar o dente de leite e que o permanente deve nascer apenas entre os 6 e 7 anos. “Ele não pode chupar chupeta, ele está chorando na hora de se alimentar porque está com uma lesão aberta na boca. Ele vai ficar anos sem o dente, pode sofrer bullying”, disse o pai.
Ação da família
O responsável registrou reclamação na Secretaria de Educação e solicitou a transferência da criança para outra unidade. Ele afirmou que já havia ouvido relatos anteriores sobre problemas na creche e que não foi acolhido em queixas passadas: “Quando tive outra queixa nessa mesma creche, não fui acolhido. A diretora não me chamou para conversar e, desta vez, só entraram em contato de forma superficial para me chamar até a unidade.”
Posição da Prefeitura
A Secretaria Municipal de Educação informou, em nota, que a criança sofreu uma queda durante uma atividade pedagógica em grupo, após um esbarrão involuntário com outra criança da mesma idade. A equipe prestou os primeiros socorros imediatamente e comunicou a família. “A direção acompanhou o caso e manteve diálogo com os responsáveis”, diz a nota. A pasta afirmou que a criança passa bem e não apresenta outras complicações, destacando que a atividade ocorria sob supervisão de profissionais e que não houve negligência.



