Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, assumiu em 2025 a presidência do Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo e que agora é alvo da Operação Miragem da Polícia Federal. A investigação apura supostas manipulações de balanços e ocultação da real situação financeira do banco.
Quem é Aldemir Bendine
Bendine foi o terceiro presidente da Petrobras no governo Dilma Rousseff, permanecendo no cargo de 6 de fevereiro de 2015 a 30 de maio de 2016. Antes, presidiu o Banco do Brasil entre 2009 e 2015. Ele também foi condenado na Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas a sentença foi parcialmente anulada em instâncias superiores.
Operação Miragem
A Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal, investiga fraudes contábeis e gestão fraudulenta no Banco Digimais. Segundo as investigações, o banco teria maquiado seus balanços para esconder a deterioração de sua situação financeira. A operação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados à instituição e a seus controladores.
De acordo com a PF, as irregularidades envolvem ocultação de passivos e superavaliação de ativos, o que teria induzido clientes e investidores a erro. O banco nega as acusações e afirma que colabora com as autoridades.
Impacto e desdobramentos
A operação levanta questionamentos sobre a governança do Banco Digimais, que pertence ao grupo empresarial de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. A instituição tem cerca de 1,5 milhão de clientes e atua principalmente em crédito consignado e financiamentos. A PF estima que os prejuízos causados pelas supostas fraudes possam chegar a R$ 200 milhões.
Bendine não se manifestou publicamente sobre a operação até o momento. O caso está sob sigilo judicial.



