O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, manifestou-se nas redes sociais sobre a decisão judicial que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. Em sua postagem, Cavaliere expressou perplexidade diante da sentença, que considerou branda para uma mãe condenada por homicídio culposo do próprio filho.
Reação do prefeito
Cavaliere destacou que a decisão da Justiça causa estranheza, especialmente por se tratar de uma criança inocente e indefesa, que foi vítima de constantes agressões, tortura e assassinato dentro de casa pelo padrasto Jairinho, condenado a mais de 43 anos de prisão. O prefeito enfatizou que tudo ocorreu na presença da mãe.
Detalhes do julgamento
O julgamento do caso Henry Borel, que durou dez dias, foi considerado o mais longo da história recente do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no processo. Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver negligência em sua conduta, condenando-a por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de detenção, em regime aberto.
Decisão da Prefeitura
Em sua postagem, Cavaliere informou que a decisão tomada em 25 de março de demitir Monique Medeiros da Secretaria Municipal de Educação está mantida. Com isso, Monique perdeu o cargo de professora na rede municipal e deixou de ser servidora pública. O afastamento ocorreu em 24 de janeiro de 2023, e após um processo administrativo disciplinar, a demissão foi aprovada.
O prefeito ressaltou que, embora a decisão judicial deva ser cumprida, a Prefeitura do Rio mantém a posição de não permitir que Monique Medeiros retorne aos quadros municipais. "Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aula sejam um ambiente de aprendizado, proteção e respeito às nossas crianças", afirmou. Ele acrescentou que não medirá esforços para garantir que a ex-servidora jamais retorne à Prefeitura.
Cavaliere concluiu dizendo que essa é a única decisão possível para proteger a comunidade escolar do Rio de Janeiro, preservando os direitos garantidos pela Justiça a Monique. "Que ela siga sua vida com um trabalho digno e honesto, mas longe das salas de aula da rede municipal", escreveu.



