Governo do RS lança plano de prevenção para possíveis impactos do El Niño
O governo do Rio Grande do Sul lançou nesta quarta-feira (17), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, o programa "Prepara RS - El Niño". O objetivo da iniciativa é estruturar um plano de prevenção para os municípios gaúchos quanto aos potenciais efeitos associados ao fenômeno climático em 2026 e 2027.
O Executivo estadual entregou documentos com análises preliminares de suscetibilidade a 25 cidades consideradas prioritárias. O material reúne informações meteorológicas, hidrológicas, geológicas, sociais e históricas para identificar as áreas de maior risco para eventos extremos. De acordo com essas análises, essas são regiões mais suscetíveis a alagamentos e/ou que tenham risco de deslizamento.
Entre os municípios que receberam o diagnóstico estão Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Canoas, Esteio, Guaíba, Novo Hamburgo, Porto Alegre e São Sebastião do Caí. Veja a lista completa ao final da matéria.
Durante o evento, que reuniu prefeitos e representantes de 73 municípios, também foi lançada a Plataforma de Voluntários da Defesa Civil do RS. O sistema é destinado ao cadastramento e à gestão de pessoas dispostas a atuar em situações de emergência no estado.
"Sem dúvida, o Rio Grande do Sul está mais preparado do que em 2024. A gente tem sistemas de diagnóstico, que não havia antes. O estado fez levantamentos de topografia, batimetria, uma série de ações para identificar vulnerabilidades. Temos sistemas de monitoramento que antes não existiam. Defesa Civil foi reforçada, está quatro vezes maior", disse o governador Eduardo Leite.
De acordo com o governo estadual, a mobilização busca garantir que o Rio Grande do Sul não seja 'pego de surpresa' caso o El Niño atue com forte intensidade, em referência aos impactos causados pela enchente de 2024 no estado. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico: pode causar chuvas acima da média, sobretudo na primavera e no início do verão, gerando maior risco de eventos extremos e aumento de tempestades.
Ao longo do inverno, os efeitos já podem aparecer de forma mais sutil, segundo as análises do governo gaúcho. Ou seja: chuvas frontais mais frequentes no Sul e redução de friagens prolongadas. Os impactos ganham mais força a partir da primavera (setembro a novembro de 2026), justamente quando o evento se aproxima do pico. O pico de influência ocorre entre outubro de 2026 e janeiro de 2027.
Dados apresentados no lançamento apontam que todos os 497 municípios gaúchos possuem atualmente um plano de contingência. O documento define as ações que devem ser tomadas pela Defesa Civil e por órgãos governamentais para proteger a população. O material ficará disponível para consulta.
Ainda segundo o Palácio Piratini, desde 2024, já foram investidos R$ 614 milhões em obras de proteção contra cheias no Rio Grande do Sul.
Municípios prioritários
- Bom Princípio
- Cachoeirinha
- Campo Bom
- Canoas
- Charqueadas
- Cristal
- Eldorado do Sul
- Esteio
- Feliz
- Guaíba
- Gravataí
- Igrejinha
- Montenegro
- Novo Hamburgo
- Pareci Novo
- Porto Alegre
- Rolante
- São Sebastião do Caí
- São Vendelino
- São Jerônimo
- São Leopoldo
- Sapucaia do Sul
- Taquara
- Três Coroas
- Triunfo



