A nova atualização da lista de espécies ameaçadas de extinção no Brasil trouxe um aumento significativo: agora são 798 animais ameaçados, contra 774 da versão anterior. Entre os destaques está o retorno da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), que havia saído da lista em 2014, mas voltou devido a queimadas intensas e eventos climáticos extremos.
Novas inclusões e fatores críticos
Além da arara-azul, outras espécies foram adicionadas, como o bugio-preto (Alouatta caraya), o zogue-zogue-do-mato-grosso (Plecturocebus grovesi) e o tamanduaí (Cyclopes didactylus). Esses primatas e o tamanduá-bandeira sofreram com a perda de habitat causada por incêndios florestais e secas prolongadas. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela lista, as queimadas na Amazônia e no Pantanal foram determinantes.
Impacto das mudanças climáticas
Eventos extremos, como ondas de calor e estiagens severas, também contribuíram para o agravamento do risco de extinção. A arara-azul-grande, por exemplo, teve suas áreas de alimentação e reprodução reduzidas significativamente. "O retorno da arara-azul à lista é um alerta de que as políticas de conservação precisam ser intensificadas", afirmou o coordenador do ICMBio, Marcos Oliveira.
Urgência na conservação
A atualização reforça a necessidade de ações integradas entre governo, ONGs e sociedade para combater as causas do declínio das espécies. O número de 798 ameaçados representa um aumento de 3% em relação à lista anterior, evidenciando a pressão contínua sobre a biodiversidade brasileira.



