Obra no canteiro central do Aterro do Flamengo gera protestos de moradores
Uma obra em andamento no canteiro central do Aterro do Flamengo, na divisa com Botafogo, tem gerado forte insatisfação entre os moradores da região. O local, que anteriormente abrigava um posto de gasolina, está sendo transformado para receber um posto de recarga de baterias de veículos elétricos, além de um showroom para vendas de automóveis da marca chinesa GWM.
Moradores denunciam avanço da obra e falta de transparência
Segundo relatos de residentes, a construção avança a pleno vapor, o que intensifica as preocupações com possíveis danos ambientais. Os manifestantes criticam a privatização de uma área pública e temem que a obra comprometa a preservação do parque, um dos principais cartões-postais da cidade.
“É uma agressão ao meio ambiente e à memória do Aterro. Não fomos consultados e a prefeitura não apresentou estudos de impacto”, afirmou uma moradora que participa dos protestos.
Posição da prefeitura
A prefeitura do Rio de Janeiro, por sua vez, defende o projeto e afirma que todas as normas ambientais estão sendo seguidas. Em nota, o órgão responsável garantiu que não haverá remoção de árvores e que a obra trará benefícios para a mobilidade sustentável, incentivando o uso de carros elétricos.
“O empreendimento respeita a legislação vigente e contribuirá para a descarbonização do transporte na cidade”, diz o comunicado oficial.
Impacto ambiental e futuro do parque
Apesar das garantias, os moradores continuam mobilizados e prometem novas manifestações. Eles exigem a suspensão da obra até que sejam realizadas audiências públicas e estudos aprofundados sobre os impactos no ecossistema local. O Aterro do Flamengo é uma área tombada e de grande importância histórica e ambiental para o Rio de Janeiro.
A controvérsia expõe o conflito entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental, em um momento em que a cidade busca se modernizar com soluções de mobilidade elétrica.



