MPPB exige que prefeitura retire animais das ruas em 30 dias
MPPB exige retirada de animais das ruas em São João do Rio do Peixe

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública para obrigar a Prefeitura de São João do Rio do Peixe a adotar medidas imediatas para o recolhimento de animais soltos no município. A ação, divulgada nesta segunda-feira (15), leva em conta os ataques desses animais em vias urbanas e nas margens de estradas.

Proposta pelo promotor de Justiça Francisco Leonardo Silva Júnior, a ação pede que a Justiça determine a adoção de uma série de providências no prazo de até 30 dias. Em caso de descumprimento, o Ministério Público requer a aplicação de uma multa diária de R$ 1 mil.

Medidas exigidas pelo MPPB

Entre as medidas exigidas pelo MPPB estão:

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  • Recolhimento e apreensão sistemática de animais de pequeno, médio e grande porte encontrados soltos em áreas urbanas e rodovias municipais;
  • Transporte, abrigo, alimentação e assistência veterinária para os animais recolhidos;
  • Contratação emergencial de médico veterinário para triagem, tratamento de doenças e identificação de zoonoses;
  • Disponibilização de veículo adaptado e equipe capacitada para captura humanitária e transporte dos animais;
  • Cadastramento e fiscalização de proprietários de animais de grande porte criados na zona urbana.

Omissão do município

Durante a investigação, o MPPB constatou a omissão do município na implementação de políticas públicas voltadas à proteção animal, ao controle populacional e à prevenção de zoonoses. O órgão identificou a ausência de ações efetivas para garantir a segurança de pedestres e motoristas.

O problema já havia sido discutido em uma audiência pública realizada na Câmara Municipal em junho de 2025. O encontro reuniu autoridades, vereadores, profissionais de saúde, médicos veterinários e representantes da sociedade civil.

Denúncias da população

A atuação do Ministério Público foi motivada por denúncias da população. De acordo com o órgão, uma moradora procurou a Ouvidoria e relatou que o filho foi mordido por um cão que circulava livremente no centro da cidade, precisando passar por tratamento antirrábico. Em outro caso, um morador informou à Promotoria que ataques frequentes de cães agressivos estavam dificultando o acesso à própria residência.

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