Engenheiro destaca desafios do saneamento no Brasil
Engenheiro destaca desafios do saneamento no Brasil

O engenheiro Odair José Mannrich, especialista em infraestrutura ambiental, destacou os principais desafios da expansão do saneamento básico no Brasil. Segundo ele, a modernização dos sistemas de saneamento tem impacto direto na saúde, no desenvolvimento urbano e na capacidade das cidades de acompanhar as demandas de uma população cada vez mais concentrada nos centros urbanos.

Infraestrutura e qualidade de vida

Mannrich ressalta que a falta de saneamento adequado afeta diretamente a qualidade de vida da população. "Sem investimentos contínuos em infraestrutura, as cidades não conseguem oferecer condições mínimas de saúde pública e preservação ambiental", afirmou o engenheiro. Dados do Instituto Trata Brasil indicam que mais de 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a água tratada, e cerca de 100 milhões vivem sem coleta de esgoto.

Desafios da urbanização

O crescimento acelerado das cidades brasileiras impõe pressão sobre os sistemas de saneamento. Mannrich aponta que o planejamento urbano precisa integrar soluções sustentáveis, como estações de tratamento compactas e redes de coleta seletiva. "A expansão desordenada dificulta a instalação de infraestrutura básica, gerando passivos ambientais e sociais", explicou.

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Impacto na saúde pública

A relação entre saneamento e saúde é direta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada real investido em saneamento, economizam-se quatro reais em gastos com saúde. Mannrich enfatiza que a redução de doenças como diarreia, dengue e leptospirose depende da universalização do acesso a água tratada e coleta de esgoto. "É um ciclo virtuoso: mais saneamento significa menos internações e mais produtividade", completou.

Perspectivas e soluções

O engenheiro defende a adoção de tecnologias inovadoras, como sistemas de tratamento descentralizados e reúso de água, além de parcerias público-privadas para acelerar investimentos. "O novo marco legal do saneamento, aprovado em 2020, abre caminho para a iniciativa privada, mas é preciso garantir que os contratos priorizem a qualidade e a universalização", afirmou. Mannrich conclui que o Brasil tem potencial para se tornar referência em saneamento, desde que haja vontade política e compromisso com a sustentabilidade.

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