Justiça do Rio autoriza quebra de sigilo de celular encontrado na cela de Jairinho
Quebra de sigilo de celular de Jairinho é autorizada

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do celular encontrado na cela do ex-vereador Jairinho, condenado a 43 anos de prisão pela morte do menino Henry Borel. O aparelho foi descoberto na quarta-feira (1º) no presídio Pedrolino Werling, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Decisão judicial e justificativa

A juíza Elizabeth Machado Louro aceitou o pedido do promotor Fábio Vieira dos Santos, que argumentou que o conteúdo do celular poderia revelar se Jairinho estaria tentando influenciar testemunhas. O promotor também destacou que a extração dos dados pode auxiliar em investigações sobre outros crimes pelos quais o ex-vereador é acusado. "Defiro o pedido de quebra de sigilo dos dados constantes do aparelho apreendido no interior da cela do réu Jairo", declarou a magistrada em sua decisão.

A juíza determinou que o aparelho seja retirado da 34ª DP (Bangu) por agentes da Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público. A defesa de Jairo Souza Santos Júnior foi contatada pelo g1, mas não se manifestou até a publicação da reportagem.

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Descoberta do celular e consequências

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen), a busca na cela foi motivada por informações de inteligência da Corregedoria da instituição, que indicavam que o interno estava em posse de um telefone celular. Durante a varredura, os agentes encontraram o aparelho escondido entre livros. Jairinho será colocado em isolamento, e a Corregedoria-Geral da Seppen instaurará um processo disciplinar para apurar os fatos, tanto em relação ao preso quanto aos servidores que atuam na unidade.

A Seppen afirmou, em nota, que "reforça que mantém fiscalização constante nas unidades prisionais, atuando para impedir a entrada e circulação de itens proibidos, e garantir a segurança no sistema prisional fluminense". A ocorrência está em andamento e será apresentada na 34ª DP (Bangu).

Condenação de Jairinho

Jairinho foi condenado em junho a 43 anos de prisão por homicídio qualificado e tortura do menino Henry Borel, crime que chocou o país. A quebra de sigilo do celular pode trazer novas evidências sobre o caso e sobre possíveis articulações do ex-vereador dentro do sistema prisional.

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