Justiça decreta prisão preventiva de policial aposentado por agressão em elevador em Cuiabá
Prisão preventiva de policial aposentado por agressão em elevador

A Justiça de Mato Grosso decretou, nesta terça-feira (23), a prisão preventiva de Luciano Testa, de 56 anos, policial civil aposentado flagrado agredindo um casal dentro do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta, em Cuiabá, na semana passada. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Estado (MPMT).

Segundo a decisão judicial, a medida busca "garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei e preservar a investigação do caso". O g1 tenta localizar a defesa de Luciano Testa para comentar o caso.

Detalhes da agressão

De acordo com o Ministério Público, a agressão ocorreu em 11 de junho deste ano. As imagens das câmeras de segurança do condomínio, que circulam nas redes sociais, mostram o momento em que Luciano Testa agride um idoso de 62 anos com socos e chutes, inclusive após a vítima cair no chão. A esposa do homem, de 59 anos, que tentou impedir as agressões, também teria sido atacada e vítima de importunação sexual, conforme o MP.

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O promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo afirmou que o policial aposentado teria agredido o idoso com socos e chutes, mesmo depois de a vítima estar caída. A Polícia Civil informou que o suspeito desferiu diversos socos na região das costelas e do rosto da vítima. As circunstâncias que antecederam a agressão não foram detalhadas pela polícia.

Histórico de ameaças

Segundo o Ministério Público, a agressão teria sido antecedida por ameaças registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025. O caso foi registrado como injúria, lesão corporal e importunação sexual, de acordo com a Polícia Civil.

Em nota, a Polícia Civil informou que Luciano Testa não integra mais o quadro de servidores efetivos da instituição, por ser aposentado.

Argumentos do MP para prisão preventiva

Na manifestação enviada à Justiça, o MPMT argumentou que o investigado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi localizado em duas tentativas de intimação judicial. Para o órgão, esses fatos indicam risco de fuga e de descumprimento de determinações judiciais.

O Ministério Público também destacou que o acusado é policial civil aposentado, possui treinamento em operações táticas e acesso facilitado a armamentos. Segundo a promotoria, ele ainda teria condições de interferir na produção de provas e influenciar vítimas e testemunhas por causa da rede de contatos construída durante a carreira.

Ainda conforme o MPMT, as medidas cautelares impostas anteriormente não seriam suficientes para evitar novos episódios de violência, pois acusado e vítimas moram no mesmo condomínio e compartilham áreas comuns, como elevadores, garagem e hall de entrada.

Decisão judicial

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz João Bosco Soares da Silva considerou a gravidade das agressões, o histórico de conflitos entre as partes e o risco de novos confrontos. O magistrado também apontou que as medidas cautelares já adotadas não seriam suficientes para garantir a segurança das vítimas.

O g1 tenta contato com a defesa de Luciano Testa para manifestação. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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