A Polícia Civil concluiu o segundo inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 18 anos, que caiu de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, em 13 de junho. A delegada Andrea Levy indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento, por homicídio qualificado e fraude processual. Ela está presa desde 20 de junho.
Investigação aponta falhas graves
O inquérito final destaca que o evento era realizado com "relevantes falhas organizacionais e de segurança, caracterizado por deficiência de protocolos operacionais, ausência de controles adequados, elevado número de participantes e execução da atividade em condições incompatíveis com o grau de risco envolvido". A polícia também aponta que Evelyne pode ter orientado colaboradores a "sumir com a câmera" que estava presa ao pulso da jovem e gravava o salto.
Instrutores indiciados por homicídio com dolo eventual
No primeiro inquérito, concluído em 22 de junho, foram indiciados os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, que aparecem em vídeo lançando Maria Eduarda da ponte. Eles foram indiciados por homicídio com dolo eventual e permanecem presos desde o dia da tragédia.
Outros investigados e situação jurídica
João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins chegaram a ser presos, mas a polícia solicitou a revogação das prisões. João Antonio, que exercia função de retirada do mosquetão, foi solto após a polícia afastar a suspeita de ocultação de provas. Gabriel Barros, que acompanhava a descida dos participantes, também teve a prisão revogada. Luís Gustavo de Oliveira e Kauê Felipe Silva Silveira não foram presos nem indiciados.
Defesas se manifestam
A defesa de Luis Felipe e Maicon Fernandes afirmou que não concorda com o enquadramento e que o ocorrido foi "uma fatalidade inexplicável". O advogado de Evelyne, Maurício Marchiori, disse que "discorda do indiciamento" e confia na presunção de inocência. Já a defesa de João Antonio pede indenização pelo período em que ficou preso "de forma ilegal". A defesa de Gabriel Barros considera a suspeita um equívoco.



