Menina morta em fazenda: polícia descarta terceiros
Menina morta em fazenda: polícia descarta terceiros

A Polícia Civil descartou o envolvimento de terceiros no caso da menina encontrada morta em uma fazenda no dia do aniversário em Doverlândia, região oeste de Goiás. Segundo o delegado Ramon Queiroz, pegadas encontradas na propriedade demonstraram que a menina estava sozinha.

Corpo encontrado após 48 horas

O corpo de Maria Fernanda Cândido da Rocha foi encontrado após 48 horas de buscas. A menina completou 2 anos nesta quarta-feira (17), dia em que foi encontrada. Ela desapareceu na manhã de segunda-feira, na casa em que morava com a família em uma fazenda.

Investigação policial

Segundo a polícia, desde o início da investigação a hipótese de que outra pessoa poderia estar envolvida no desaparecimento da criança foi verificada. Entretanto, as evidências comprovaram que a menina estava sozinha.

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Durante as buscas, foram encontradas pegadas da menina. Segundo a polícia, as marcas não estavam acompanhadas de outras pegadas ou marcas que pudessem indicar a presença de outra pessoa. “Eram pegadas e sinais que mostravam que ela estava sozinha, não estava com um adulto ou terceira pessoa acompanhando-a. Porque não havia nenhum outro sinal e rastro do lado do pé dela”, disse o delegado.

Distância percorrida

Maria Fernanda foi encontrada a cerca de 2 km da casa da família. Segundo o delegado, o fato de uma criança caminhar essa distância pode causar estranheza, mas disse que a menina era muito ativa e tinha o costume de andar pela fazenda com os pais.

“Os pais eram extremamente amorosos, de acordo com todos os relatos. Era uma criança extremamente cuidada, amada e zelada”, disse o investigador emocionado.

Indiciamento dos pais

Na investigação, a polícia entendeu que houve um abandono momentâneo dos pais, que devem ser indiciados por abandono momentâneo com resultado morte.

Desaparecimento e causa da morte

A polícia concluiu que a menina provavelmente conseguiu passar por um obstáculo de madeira que foi deixado na porta da casa pelos pais, para que ela não escapasse. “A gente indagou a mãe, perguntando por onde ela poderia ter saído, quando foi confirmando que as pegadas eram dela. A mãe nos mostra exatamente o vão daquela porteira onde ela pulou”, explicou o delegado.

De acordo com a polícia científica, o corpo da menina não tinha nenhum tipo de lesão que pudesse levar ao óbito ou indícios de violência sexual. A médica legista Rafaella Marques disse que ainda não foi possível afirmar qual foi a causa da morte de Maria Fernanda, mas que exames demonstraram desidratação, o que leva a duas hipóteses.

“A primeira delas é que o exame demonstrou uma desidratação importante no corpinho dessa criança e isso associado ao fato de que fez muito frio na região à noite. Então, talvez esse óbito esteja relacionado com a desidratação, associada à hipotermia, mas nesse momento a gente ainda não consegue descartar a possibilidade de um afogamento atípico”, explicou a médica.

Apesar dessas hipóteses, a polícia não descarta a possibilidade de afogamento atípico, quando a morte ocorre sem a clássica presença de grandes quantidades de água nos pulmões, por imersão. Nesse caso, apenas uma camada fina de água poderia obstruir a narina da menina se ela estivesse pouco responsiva, provocando o afogamento.

Buscas

A criança desapareceu por volta das 9h30 da manhã, na segunda-feira (17). A Polícia Militar foi acionada pelo Conselho Tutelar, que relatou o caso às outras autoridades. Cães farejadores, drones, helicóptero e até moradores da região ajudaram nas buscas pela menina, que duraram cerca de 48 horas. A fralda da menina foi encontrada primeiro e, em seguida, o rastro foi seguido até as margens do rio, onde o corpo dela foi encontrado.

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