Mendonça nega prisão domiciliar a Vorcaro e exige incomunicabilidade
Mendonça nega prisão domiciliar a Vorcaro e exige incomunicabilidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça negou o pedido de prisão domiciliar para Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e autorizou sua transferência para o presídio da Papudinha, em Brasília. Na decisão, Mendonça destacou a necessidade de garantir a 'absoluta incomunicabilidade' entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, para proteger as investigações em andamento.

Decisão visa proteger investigações

O ministro enfatizou que a medida é essencial para assegurar a segurança e a integridade dos envolvidos no processo. A decisão determina que qualquer ameaça ou interferência deve ser comunicada imediatamente às autoridades competentes. Vorcaro estava em prisão domiciliar desde maio, quando foi preso preventivamente por suspeitas de fraudes financeiras.

Segundo Mendonça, a permanência de Vorcaro e Costa no mesmo ambiente prisional poderia comprometer as apurações. 'A incomunicabilidade absoluta é necessária para evitar que os investigados combinem versões ou interfiram nas provas', afirmou o ministro em sua decisão.

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Transferência para Papudinha

A transferência de Vorcaro para a Papudinha, unidade prisional de segurança máxima, ocorreu na tarde desta terça-feira. O ex-banqueiro estava recolhido em uma unidade militar, mas a mudança foi autorizada após pedido da Polícia Federal. A Papudinha abriga outros presos de alta periculosidade e oferece condições de isolamento rigoroso.

O advogado de Vorcaro, que não teve o nome divulgado, afirmou que irá recorrer da decisão. 'Entendemos que a prisão domiciliar era adequada e que não há risco de interferência nas investigações', declarou o defensor. A defesa alega que Vorcaro tem colaborado com as autoridades.

Contexto do caso

Daniel Vorcaro é investigado por suposto esquema de desvio de recursos do Banco Master, que teria causado prejuízos milionários a investidores. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, também é alvo de investigações por suposta participação no esquema. Ambos negam as acusações.

O caso ganhou repercussão nacional após a prisão preventiva de Vorcaro, em maio deste ano. Desde então, a defesa vinha pleiteando a prisão domiciliar, argumentando questões de saúde e baixo risco de fuga. No entanto, Mendonça considerou que a gravidade dos crimes e o risco de obstrução à justiça justificam a manutenção da prisão preventiva.

A decisão do ministro também determina que a administração penitenciária adote medidas para garantir o isolamento de Vorcaro, incluindo a proibição de contato com outros detentos e visitas restritas. A Polícia Federal deverá monitorar o cumprimento das determinações.

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