Médico de 75 anos é indiciado por crimes sexuais contra adolescente em Pinhais
Médico indiciado por crimes sexuais contra adolescente em Pinhais

O médico José Roberto Jacomel, de 75 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) nesta quinta-feira (2) por violação sexual mediante fraude e importunação sexual. Os crimes ocorreram entre janeiro e fevereiro contra uma adolescente de 16 anos durante um exame ginecológico em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Vítima era funcionária da clínica

A adolescente trabalhava na mesma clínica onde o médico atuava. Ela relatou à polícia que o assédio durante o exame foi apenas um dos episódios envolvendo Jacomel. Segundo a mãe da jovem, que não será identificada para proteger a identidade da filha, os abusos começaram com carícias no cabelo, segurar o ombro, abraçar e não querer soltar. A mãe afirmou: "Começou esse problema com esse doutor em específico. Começou com carícias no cabelo, segurar o ombro, abraçar e não querer soltar mais. Ela reclamava para mim. Chegava em casa e reclamava."

Investigação e medidas protetivas

As investigações começaram após a família registrar um Boletim de Ocorrência, relatando uma situação em que Jacomel abraçou a adolescente e tentou beijá-la. Segundo o MPPR, o médico foi demitido da clínica logo após a denúncia, mas continuou frequentando o local. Com medo, a vítima solicitou uma medida protetiva. A mãe detalhou: "Ele ficava andando ali na frente, de um lado para o outro. Ela saía do serviço e ele estava ali encarando ela com a cara feia. A gente ficou com bastante medo. Eu perdi meu emprego porque tive que pedir a conta. Tenho que ficar indo à delegacia, ao psicólogo, ao psiquiatra... A gente está bem desestabilizado."

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Defesa do médico

O g1 procurou a defesa de José Roberto Jacomel, que não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Sindicância no CRM-PR

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informou que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias dos fatos e se eles têm relação com o exercício da medicina. O processo corre em sigilo. O órgão declarou: "Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas."

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