A defesa do ex-vereador Jairinho, condenado a 43 anos de prisão pela morte do menino Henry Borel, anunciou que irá recorrer da sentença. Os advogados alegam que o julgamento foi marcado por mais de 20 nulidades e que a condenação contraria as provas apresentadas no processo.
Recurso e possibilidades
Segundo a defesa, o recurso será baseado em irregularidades registradas em ata, que poderiam levar à anulação do júri e à realização de um novo julgamento. Os advogados trabalham com duas possibilidades: a anulação completa do julgamento ou a redução da pena imposta.
Argumentos da defesa
Os defensores sustentam que a decisão dos jurados foi contrária às evidências e que houve falhas processuais durante o julgamento. Eles afirmam que as nulidades são graves o suficiente para que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anule o veredicto.
Jairinho permanece preso, aguardando a análise dos recursos. O caso ganhou grande repercussão nacional e gerou comoção, especialmente pela brutalidade da morte de Henry Borel, de apenas 4 anos.
Contexto do caso
Henry Borel morreu em março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, Jairinho. A investigação apontou que a criança foi vítima de agressões e que a causa da morte foi hemorragia interna provocada por traumatismo. Jairinho foi condenado por homicídio triplamente qualificado e outros crimes.
A defesa alega que não há provas suficientes para a condenação e que o julgamento foi conduzido de forma tendenciosa. O Ministério Público, por outro lado, considera a sentença justa e espera que a Justiça mantenha a condenação.



