Comerciante é absolvido após três anos preso por homicídio
Comerciante absolvido após três anos preso por homicídio

O comerciante Raimundo Gomes de Oliveira Neto, que passou três anos e três meses preso sob a acusação de ser o mandante do assassinato qualificado de Railson Galeno Gomes, ocorrido em 2023, foi absolvido do crime durante sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Piripiri, realizada na quarta-feira (17).

Os restos mortais de Railson Galeno foram encontrados em fevereiro de 2023, em uma região de matagal em Piripiri. Ele estava desaparecido desde fevereiro de 2022. Na época, três suspeitos foram presos, e a Polícia Civil indicou que Raimundo teria contratado os executores para matar a vítima com golpes de pauladas e pás.

O advogado Vinício Oliveira, que representou o investigado durante o processo, informou ao g1 que a sessão de julgamento durou mais de 16 horas. O Conselho de Sentença decidiu, por maioria, acolher a tese da defesa e reconhecer que o comerciante não participou do crime.

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Na época da prisão, a suspeita era de que o crime teria sido motivado por um suposto furto cometido por Railson contra o ex-cunhado de Raimundo. O dinheiro furtado seria utilizado para ajudar o familiar na recuperação de um acidente.

Na decisão, os jurados reconheceram que Railson foi morto a pauladas, mas negaram, por maioria, que o réu Raimundo Gomes tenha ordenado que terceiros matassem a vítima. Com a sentença, o Conselho de Sentença determinou a soltura imediata do comerciante. "Diante da absolvição, determino a expedição do alvará de soltura, para que o réu seja imediatamente posto em liberdade, se por outro motivo não estiver preso", diz trecho da decisão.

Após a soltura, Raimundo foi recebido e homenageado por familiares. A defesa também foi conduzida pelos advogados Raphael Bruno e Jefson Freitas. "Não há sensação de alívio maior do que estar presente no momento em que uma mãe reencontra a paz, em que filhos podem abraçar novamente o pai, em que uma família inteira volta a respirar depois de tanto tempo sufocada pela espera", declarou o advogado Vinício Oliveira.

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