No julgamento do caso Henry Borel, o promotor Fábio Vieira apresentou aos jurados um detalhe que chamou a atenção: o réu Jairinho teria ligado cinco vezes para Monique Medeiros na madrugada da morte do menino. Segundo a acusação, ambos estavam na mesma residência, o que levanta questionamentos sobre a necessidade desses contatos.
Promotor questiona motivo das ligações
Em sua tese, Vieira destacou que as ligações ocorreram em um período crítico, entre a noite anterior e a madrugada do falecimento de Henry. O promotor indagou: "Por que ligar cinco vezes se estavam na mesma casa?" Ele sugeriu que Monique poderia ter se trancado em um quarto, impossibilitando a comunicação verbal direta.
Contexto do julgamento
O caso Henry Borel é um dos mais longos já realizados no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A conclusão do julgamento está prevista para quarta-feira. Jairinho e Monique Medeiros são acusados pela morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021.
Relembre o caso
Henry Borel morreu após supostamente ser agredido no apartamento onde morava com a mãe, Monique, e o padrasto, Jairinho. As investigações apontaram que o menino sofria maus-tratos. O casal foi preso preventivamente e responde por homicídio qualificado.
O promotor também destacou que as ligações podem indicar uma tentativa de combinar versões ou de monitorar os passos de Monique. A defesa dos réus ainda não se manifestou sobre o fato.



