O Museu do Louvre, em Paris, enfrenta uma crise profunda e está operando 'no limite' de sua capacidade, necessitando de investimentos vultosos para modernizar suas instalações envelhecidas. A declaração foi feita nesta quarta-feira (17) pelo presidente do museu, Christophe Leribault, durante uma comissão no Senado francês.
Infraestrutura defasada e problemas de segurança
Leribault afirmou que, apesar da imponência e do esforço diário das equipes, o Louvre 'está no limite'. Equipamentos e infraestruturas estão chegando ao fim de um ciclo, e o roubo de várias joias da Coroa em 19 de outubro do ano passado expôs as falhas de segurança e a falta de modernização. O museu recebeu nove milhões de visitantes no ano passado.
Projetos de renovação e captação de recursos
O grande projeto de renovação, anunciado em 2025 pelo presidente Emmanuel Macron, inclui uma nova entrada e uma sala subterrânea para a Mona Lisa. O custo estimado é de 660 milhões de euros (R$ 3,88 bilhões), dentro de um total de cerca de 1 bilhão de euros (R$ 5,88 bilhões). Leribault explicou que os recursos virão de mecenato e da exploração da marca do Louvre em Abu Dhabi, mas metade ainda precisa ser captada junto a empresas e doadores.
Medidas de segurança e o impacto do roubo
Para a segurança, serão instaladas câmeras adicionais em pontos críticos, e um novo sistema de vigilância por vídeo entrará em operação em janeiro de 2027. Leribault admitiu que 'a ferida do roubo e o trauma dos meses seguintes continuam intensos' no museu. Ele assumiu a presidência em fevereiro, em meio a uma série de crises internas.



