Uma caminhonete que caiu no Rio Acre foi finalmente retirada das águas nesta quarta-feira (3), após mais de um mês submersa, aproveitando a vazante do manancial em Rio Branco. A operação de resgate foi realizada em conjunto pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil de Rio Branco, com o auxílio de uma retroescavadeira. Imagens da operação mostram o veículo sem danos aparentes na carcaça.
Detalhes do resgate
De acordo com as imagens, um dos militares que participou da retirada tentou abrir a porta do veículo, mas não conseguiu devido à grande quantidade de água acumulada no interior. O proprietário da caminhonete, cuja identidade não foi revelada, estava dentro do veículo no momento da queda. Ele conseguiu escapar abrindo a janela e sofreu apenas ferimentos leves no rosto.
Acompanhamento da operação
O coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel Cláudio Falcão, explicou que a equipe aguardou a redução do nível do Rio Acre para realizar a retirada com segurança. O proprietário e seus familiares acompanharam toda a operação. "Eles estavam acompanhando e ficaram muito agradecidos, pois é um bem, apesar de estar bem danificado", afirmou Falcão.
Nível do Rio Acre
O principal manancial de Rio Branco segue abaixo de 3,8 metros desde a última quinta-feira (28), com tendência de continuar baixando. Nesta quarta-feira, o Rio Acre marcou apenas 3,9 metros, o menor nível registrado nos primeiros seis meses do ano, ficando atrás apenas do dia 17 de fevereiro, quando atingiu 7,41 metros. Em 2024, o rio já ultrapassou a cota de atenção quatro vezes na capital acreana. As cotas estabelecidas pela Defesa Civil são:
- Atenção: 10 metros
- Alerta: 13,50 metros
- Transbordamento: 14 metros
Para junho, a previsão é de apenas 39,4 milímetros de chuva, o que pode levar o rio a atingir níveis críticos durante a estiagem. Segundo Falcão, a tendência é de vazante contínua até o segundo semestre de 2026. A diminuição gradual das chuvas deve influenciar diretamente o comportamento do manancial nos próximos meses. "Maio já choveu abaixo da média e agora temos junho, julho, agosto, setembro e outubro com poucas chuvas e várias consequências", declarou.



