O brasileiro está passando mais tempo na escola, mas o país ainda enfrenta um grande desafio: há mais adultos sem o ensino fundamental completo do que com diploma de graduação. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira.
Avanço na escolaridade
Em 2025, o tempo médio de estudo dos brasileiros com 25 anos ou mais chegou a 9,8 anos, um aumento em relação aos 9,6 anos registrados em 2024. O indicador mede a quantidade de anos que uma pessoa frequentou a escola, independentemente de ter concluído as etapas.
Apesar do avanço, os números mostram que a educação básica ainda é um gargalo. Entre os adultos com 25 anos ou mais, 25,6% não completaram o 5º ano do ensino fundamental, enquanto 21,4% possuem diploma de nível superior. Ou seja, há mais pessoas sem o fundamental I do que com graduação.
Desigualdade racial
Pela primeira vez, mais da metade (51,2%) dos pretos ou pardos com 25 anos ou mais concluiu o ensino médio. O percentual é superior aos 49,8% registrados em 2024 e representa um marco histórico. Entre os brancos, a taxa é de 69,3%.
Apesar do avanço, a desigualdade persiste: a proporção de brancos com ensino superior completo (28,5%) é mais que o dobro da de pretos ou pardos (12,8%).
Analfabetismo em queda
A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 5,2% em 2024 para 4,9% em 2025. Apesar da redução, o Brasil ainda tem cerca de 8,5 milhões de analfabetos. O Nordeste concentra a maior taxa, com 9,2%, enquanto o Sudeste tem 2,7%.
Desafios persistentes
Os dados da Pnad Educação mostram que, embora o país tenha avançado na escolaridade, ainda há um longo caminho para garantir a educação básica para todos. A pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas focadas na conclusão do ensino fundamental e na redução das desigualdades raciais e regionais.



