Sindicato critica Itaú por ampliar trabalho presencial sem acordo
O Sindicato dos Bancários de São Paulo manifestou forte oposição à decisão do Itaú Unibanco de aumentar a frequência do trabalho presencial para três dias por semana, a partir de 2028. A medida, anunciada sem prévia negociação com a categoria, gerou reações imediatas da entidade sindical, que busca uma reunião com a diretoria do banco para discutir a mudança.
Impacto na qualidade de vida e falta de espaço
Segundo o sindicato, a ampliação do trabalho presencial afeta diretamente a qualidade de vida dos funcionários, que haviam se adaptado a modelos híbridos mais flexíveis. Além disso, a entidade alega que não há espaço físico adequado nas agências e prédios administrativos para acomodar todos os colaboradores nos três dias estipulados. "A decisão unilateral do Itaú desrespeita os acordos anteriores e ignora as necessidades dos trabalhadores", afirmou o presidente do sindicato, em nota oficial.
Negociações salariais em julho
O tema será pauta das negociações salariais previstas para julho, quando a categoria e o banco discutirão reajustes e condições de trabalho. O sindicato espera que a ampliação do presencial seja revista ou, ao menos, que haja um acordo que garanta flexibilidade e respeito aos direitos dos bancários. "Não aceitaremos imposições sem diálogo. A luta por condições dignas de trabalho continua", completou o dirigente sindical.
Posicionamento do Itaú
Até o momento, o Itaú não se pronunciou oficialmente sobre as críticas do sindicato. A decisão de aumentar o trabalho presencial faz parte de uma estratégia de retorno gradual ao modelo pré-pandemia, mas enfrenta resistência de funcionários e entidades representativas. A expectativa é que as negociações de julho sejam tensas, com a categoria disposta a pressionar por uma solução negociada.



