Rio inicia semana sem dinheiro nos ônibus: pagamento só digital
Rio tem primeiro dia sem dinheiro nos ônibus

O Rio de Janeiro iniciou a semana com uma mudança histórica no transporte público municipal: os ônibus da cidade não aceitam mais pagamento em dinheiro. A partir desta segunda-feira, todas as passagens devem ser pagas exclusivamente por meios eletrônicos, como o aplicativo Jaé, o cartão pré-pago preto ou o PIX. A medida faz parte do processo de modernização do sistema de transporte, que já registrava 96% dos pagamentos de forma eletrônica desde maio.

Como funciona o novo sistema de pagamento

Os passageiros podem utilizar o aplicativo Jaé, disponível para smartphones, que permite o pagamento por aproximação ou geração de QR Code. O cartão preto, recarregável, também é aceito, assim como o PIX, que deve ser feito no momento do embarque por meio de um QR Code exibido no validador. A integração tarifária, que permite pagar uma única passagem para múltiplas viagens em um período, continua disponível, mas fica restrita ao uso do cartão preto ou do aplicativo Jaé, ambos vinculados ao CPF do usuário.

Transição e pontos de atendimento

Para facilitar a adaptação dos passageiros, a prefeitura ampliou a rede de pontos de atendimento para 1.600 locais, onde é possível obter o cartão preto, recarregá-lo ou receber orientações sobre o uso do aplicativo. A medida já vinha sendo testada gradualmente desde o início do ano, e a eliminação do dinheiro em espécie visa agilizar o embarque, reduzir custos operacionais e aumentar a segurança dos cobradores e motoristas.

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Impacto e próximos passos

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, a expectativa é que a digitalização total reduza em até 15% o tempo de parada nos pontos, melhorando a fluidez do trânsito. A prefeitura também estuda estender o modelo para outros modais, como o BRT e os ônibus intermunicipais. Passageiros que ainda possuem dinheiro podem trocá-lo por créditos nos postos de atendimento. A mudança acompanha tendência global de cidades que já aboliram o dinheiro no transporte público, como Londres e São Paulo.

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