A Prefeitura de São Sebastião do Paraíso começou a ocupar nesta semana o prédio do antigo Hospital Gedor Silveira. O espaço abrigará a Secretaria Municipal de Saúde, um laboratório de especialidades e um centro de convivência para idosos.
Aquisição por desapropriação e permuta
De acordo com o prefeito Marcelo Morais (PSD), a aquisição do imóvel foi feita por meio de desapropriação e permuta, totalizando cerca de R$ 18 milhões. “A negociação é uma desapropriação do prédio em torno de 3 milhões de reais, que nós estamos entrando com recurso, dinheiro, e o outro valor de 15 milhões de reais em terrenos do município, algo em torno de 13 terrenos, que vai estar nessa negociação, que já está na negociação acompanhada pelo Ministério Público. São terrenos em vários pontos do município, que hoje nós estamos falando que gira em torno de um valor de mercado de 15 milhões de reais, totalizando aquilo que vale o prédio em torno de 18 milhões”, afirmou o prefeito.
Ocupação gradual e prazos
Segundo ele, a ocupação do imóvel será feita de forma gradual ao longo dos próximos meses. A previsão é que, em até seis meses, a Secretaria de Saúde e o Centro de Convivência do Idoso já estejam funcionando no local. “A curto prazo, dentro dos próximos seis meses, é uma vontade da gestão de colocar lá dentro já a Secretaria Municipal de Saúde e o Centro de Convivência do Idoso. Nós acreditamos que dentro de um prazo de nove a dez meses, para a gente colocar o Ambulatório Municipal, que é o centro de atendimento ao cidadão especializado, e a fisioterapia com essas adaptações também. Então, a gente acredita que, no mais tardar dentro de um ano, a gente vai estar com praticamente todos os serviços dentro do hospital”, completou.
Economia com aluguéis
Ainda conforme a prefeitura, a mudança também deve gerar economia de cerca de R$ 30 mil por mês com aluguéis de prédios atualmente utilizados pela administração municipal. Os custos de manutenção do novo espaço serão absorvidos pelo orçamento da cidade.
Encerramento das atividades do hospital
O Hospital Gedor Silveira encerrou definitivamente as atividades após decisão judicial que determinou o fim de instituições de internação psiquiátrica. O último paciente recebeu alta no dia 30 de abril. Com mais de 60 anos de funcionamento, o hospital atendia pacientes de cerca de 150 municípios do sul de Minas Gerais. Ao todo, 154 colaboradores trabalhavam na unidade, que oferecia tratamento para transtornos psiquiátricos e dependência de álcool e outras drogas.
Fundação Gedor Silveira e dívidas
A Fundação Gedor Silveira, responsável pela unidade, informou que a negociação com a prefeitura foi fundamental para ajudar a quitar dívidas após o encerramento das atividades. Parte delas está relacionada a verbas trabalhistas e fornecedores. “Nós ficamos com uma parcela de dívidas, funcionários, enfim. E aí houve uma proposta, por meio de uma conversa com o presidente Fernando e o prefeito Marcelo, de realizarmos permuta e uma desapropriação parcial de forma amigável no nosso prédio, anteriormente utilizado para as atividades de lazer com os pacientes e atividades clínicas. Então, serão os dois prédios. E foi muito importante para nós, porque por meio disso, da permuta e da desapropriação, conseguimos angariar recursos para tentar quitar com os nossos funcionários e com os credores”, afirmou a gerente administrativa da fundação, Gabriela Silveira.
Pagamento das dívidas em etapas
Segundo a fundação, o pagamento das dívidas foi dividido em etapas. A primeira fase prevê o pagamento das rescisões trabalhistas, estimadas em cerca de R$ 2,2 milhões. Já a segunda etapa envolve os fornecedores, cujos débitos ultrapassam R$ 10 milhões. “Dos colaboradores, a gente está trabalhando para que até julho a gente consiga estar encerrando esse passivo. Dos fornecedores, eu ainda não tenho uma data fixa, porque a gente precisa estar vendendo algum terreno, ou algum empréstimo junto ao banco para conseguir estar quitando. Não tenho uma previsão ainda”, explicou a gerente.



